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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

R$13 bilhões o que movimentam os edifícios sustentáveis no Brasil.

O mercado da construção sustentável tem passado ileso pelo desempenho errático da economia brasileira nos últimos anos. De acordo com um estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young), em 2012, os prédios verdes movimentaram R$ 13,6 bilhões no país.

A pesquisa, feita a pedido do GBC Brasil, braço local do americano Green Building Council, entidade que concede o selo Leed de construção sustentável, indica que o valor dos imóveis que reivindicam a certificação alcançou 8,3% do total do PIB total de edificações em 2012, que foi de R$ 163 bilhões.

De acordo com a consultoria, a demanda do consumidor por esse tipo de edifício e a crescente evidência de que eles conferem vantagens de mercado quantificáveis - que vão da economia de energia e corte de custos operacionais à valorização imobiliária – contribuem para a alta desse mercado.

“Percebemos que a certificação desperta interesse dos investidores, principalmente em empreendimentos comerciais de alto padrão”, diz Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY.

Certificações

A pesquisa levou em conta projetos registrados para o selo Leed. Mas além das certificação americana, é possível pleitear o selo Aqua de construção sustentável, concedido pela Fundação Vanzolini.

Entre 2009 e 2012, o número de certificações de prédios segundo padrões ecológicos cresceu 412% no Brasil. São Paulo é o estado com mais edifícios certificados, seguido do Rio de Janeiro e do Paraná.

Infográfico mostra os números do mercado da construção sustentável no país.

Fonte: FEITEP

terça-feira, 30 de julho de 2013

Resolução que determina atividades exclusivas de arquitetos gera polêmica entre CAU e Confea.

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) divulgou uma nota na última quinta-feira (25), contestando a Resolução 51 do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), que definiu as atribuições que são privativas da profissão de arquitetos e urbanistas e que não podem ser realizadas por outros profissionais.

Segundo o órgão que representa os engenheiros, o CAU não seguiu o que está determinado na Lei nº 12.378/2010, em seu artigo 3º, parágrafo 4º, a qual determina que os conselhos de fiscalização profissional editem resolução conjunta acerca do campo de atuação profissional. Para o órgão, como a decisão foi unilateral, "a resolução interna do CAU não tem força jurídica para alterar definições dispostas em lei, reiterando-se que as atribuições dos engenheiros são estabelecidas na Lei Federal 5.194/66, em seu artigo 7º e regulamentadas por decretos". O Confea, ainda segundo a nota, "encaminhou a resolução à Procuradoria Jurídica para análise, conhecimento e providências judiciais cabíveis num prazo de 30 dias".

Em nota divulgada no último sábado (27), porém, o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz, garantiu que, ao editar a Resolução nº 51, o Conselho "procedeu o minucioso exame da legislação afeta ao exercício das profissões técnicas". Em outro trecho da nota, o presidente escreveu: "dirimindo qualquer possível dúvida acerca das competências sobre as áreas de atuação profissional, a Lei n° 12.378, no parágrafo 2º do artigo 3º determina: 'Serão consideradas privativas de profissional especializado as áreas de atuação nas quais a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente'".

O Confea havia pedido também a anulação da resolução nº 21 do CAU/BR, divulgada em abril do ano passado, a qual discrimina as atividades pertinentes à profissão de arquiteto e urbanista. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz Bruno César Bandeira Apolinário nesta segunda-feira (29).

Segundo Queiroz, "mesmo achando estranha essa confusão entre os artigos 2º e 3º da Lei nº 12.378/2010, o CAU/BR já enviou ofício ao Confea, solicitando uma reunião conjunta das comissões de Harmonização e Conciliação de Legislação CAU/BR-Confea, objetivando superar qualquer dúvida por acaso existente sobre as Resoluções nº 21/2012 e nº 51/2013".

Confira as atividades exclusivas de cada profissão segundo recentes manifestações do CAU e do Confea:

Confea (de acordo  com o Artigo 7º da Lei nº 12.378/2010):

As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em:
a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas e de economia mista e privada;
b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária;
c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação técnica;
d) ensino, pesquisa, experimentação e ensaios;
e) fiscalização de obras e serviços técnicos;
f) direção de obras e serviços técnicos;
g) execução de obras e serviços técnicos;
h) produção técnica especializada, industrial ou agropecuária.
Parágrafo único - Os engenheiros, arquitetos e engenheiros-agrônomos poderão exercer qualquer outra atividade que, por sua natureza, se inclua no âmbito de suas profissões.

CAU (Resolução 51/2013):

- projeto arquitetônico de edificação ou de reforma
- relatório técnico referente a memorial descritivo, caderno de especificações e de encargos e avaliação pós-ocupação
- projeto urbanístico e de parcelamento do solo mediante loteamento
- projeto de sistema viário urbano
- coordenação de equipes de planejamento urbano ou de regularização fundiária
- projeto de arquitetura de interiores
- projeto de arquitetura paisagística
- direção, supervisão e fiscalização de obras referentes à preservação do patrimônio histórico, cultural e artístico
- projetos de acessibilidade, iluminação e ergonomia em edificações e no espaço urbano

Fonte: FEITEP

terça-feira, 23 de julho de 2013

Automação residencial é uma realidade cada vez mais presente em nossos lares

Os projetos normalmente começavam por meio do Home Theater com o controle de todo o sistema de áudio e vídeo, além do som ambiente da residência, e se expandiam na medida em que se conheciam os benefícios da integração com o controle da iluminação, das cortinas, do ar condicionado, controle do piso aquecido, toalheiro elétrico, desembaçador de espelhos, controle da clarabóia, entre outros dispositivos que podem ser controlados. Já os sistemas de automação tinham que ser adaptados pela criatividade e pela exigência do mercado, sem que houvesse uma única solução integrada de um único fabricante. Esses projetos demoravam alguns anos para serem concretizados, eram complexos e necessitavam de um especialista - o integrador de sistemas - que cuidava de todo o processo que envolvia tecnologia.

Em 2000 foi fundada a Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial), cuja missão é fomentar a adoção destas tecnologias no país por meio de eventos, capacitação de profissionais da construção civil e formação de novos integradores. Ainda neste período, começaram a surgir empresas brasileiras com soluções próprias, reforçando o crescimento do mercado brasileiro, que chegou a aproximadamente 40% naquele ano. Uma pesquisa recente mostra que o mercado brasileiro conta com mais de 40 empresas fabricantes de soluções e mais de 200 integradores em todo território nacional.

No início do ano, a Aureside divulgou um crescimento médio de 35% nos últimos três anos. A mesma pesquisa mostrou que os custos dos produtos de automação tiveram redução de cerca de 50%, ampliando o mercado de atuação. Novas soluções, como smartphone e tablets, criaram interfaces mais amigáveis, popularizando o entendimento da automação e facilitando a interação com os dispositivos da residência, promovendo novos projetos e novas soluções.

Os sistemas de automação já não são um complicador, pois hoje existem diversas soluções, com ou sem fio, com protocolos abertos ou proprietários. O processo de padronização desses produtos também se destaca, já que existem mais de 300 empresas, em grande maioria na Europa, que fabricam seus produtos com um mesmo protocolo - o KNX. Este protocolo traz flexibilidade à aplicação, já que desde um simples controle de iluminação de uma sala até um edifício comercial podem ser controlados com esse mesmo sistema, facilitando o projeto e a instalação.
Com algumas tendências que buscam construções mais sustentáveis e, ainda, com a escassez e o alto custo da energia elétrica, a automação ganha novos adeptos. Antes, as pessoas consideravam somente o conforto do usuário. Hoje, utilizam as soluções para ampliar a eficiência energética. Uma automação bem desenvolvida garante o retorno do investimento, trazendo uma redução no consumo de energia elétrica de até 40%.

Com novos produtos e soluções, como carros elétricos e a geração de energia por meio de placas fotovoltaicas que, com a resolução 482 da ANEEL, torna-se viável no Brasil, torna-se necessário saber o quanto se gasta e o quanto se gera de energia. Para isso, as concessionárias estão se adaptando e, mais uma vez, a automação será um ponto de integração entre esses novos produtos.

A evolução da automação não vai parar, tornando-se cada vez mais necessária a utilização de sistemas inteligentes. Governos e entidades normativas brasileiras já estão criando incentivos e normas para a utilização desses recursos. Nos próximos anos, a evolução do país na área de energia elétrica poderá ser um gargalo. Por isso, a automação se perpetua e torna-se indispensável na vida moderna.

Não erraria em dizer que a automação ainda se conectará às redes sociais descobrindo seu humor e adaptando a sua residência para a chegada em casa. Mas, isso deve ser apenas a próxima evolução.

Fonte: Voltimum

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ensaio simula vibração da torcida na arquibancada da Arena Corinthians.

Um setor de arquibancada da Arena Corinthians, em São Paulo, foi avaliado no dia 03/05 por testes de vibração forçada. O objetivo deste trabalho é verificar a segurança estrutural do estádio que será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. A realização dos testes foi feita equipe da IEME Brasil Engenharia Consultiva, contratada pela empresa Odebrecht Infraestrutura.



O teste de vibração forçada aplica uma carga dinâmica para simular a vibração causada pela torcida de nas estruturas do estádio. A máquina trabalha com vários sensores em diversos pontos e passa o resultado para o computador. No setor em questão, a máquina simula a vibração de cerca de cinco mil torcedores.

Marco Juliani, diretor da IEME, empresa que já realizou testes parecidos na Arena do Grêmio e no Morumbi, explicou: "Nos estádios modernos, nós temos de ter estruturas que suportem esse impacto sem causar desconforto ou pânico no torcedor. E o estádio do Corinthians está dentro desse projeto." Dos locais que vão sediar a Copa do Mundo, a arena do Corinthians é o primeiro a sofrer este tipo de teste.

A obra

Em construção desde maio de 2011, a Arena Corinthians está com 75,7% de avanço nas obras e o seu término está previsto para o final deste ano.

Atualmente, a obra está na fase de montagem das estruturas metálicas do telhado do prédio oeste. As estruturas do lado leste, por sua vez, já estão prontas para receber a manta sintética da cobertura.

Na área do campo de jogo, a Odebrecht Infraestrutura executa a montagem do sistema de drenagem e resfriamento da grama, que começa a ser plantada em junho.

Há concentração ainda na execução das estruturas metálicas das grandes paredes de vidro das fachadas oeste e leste (esta será um grande telão de led) e nas instalações internas dos sistemas de ar condicionado, elétrico, eletrônico e de água e esgoto, além de outros acabamentos.




Fonte: FEITEP

terça-feira, 4 de junho de 2013

Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza avança em ritmo acelerado


As obras do ramal Parangaba-Mucuripe, a ser operado por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avançam com a abertura de novas frentes de trabalho. Os serviços, a cargo do consórcio CPE-VLT Fortaleza – composto pelas empresas Consbem Construções e Comércio LTDA, Construtora Passarelli LTDA e Engexata Engenharia LTDA – alcançam agora as proximidades do viaduto da BR-116, no trecho sobre a avenida Borges de Melo, nas imediações do Conjunto Residencial Maravilha, onde estão sendo erguidos os pilares do elevado por onde o VLT circulará.

A construção de um muro de arrimo ao longo da via expressa, entre as avenidas Santos Dumont e Alberto Sá, no bairro do Papicu, também continua, agora avançando após a rua Júlio Abreu. Paralelo à implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga que corre paralela.

Com investimentos da ordem de R$ 265,5 milhões, o novo modal vai operar em via dupla e fará conexão ferroviária de 12,7 km entre a Estação Parangaba e o Porto do Mucuripe, sendo 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado. O Ramal passará por 22 bairros da cidade e beneficiará cerca de 100 mil passageiros/dia.

Integração 

O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada em Parangaba, que fará integração com a Estação Parangaba - linha Sul do Metrô de Fortaleza e o terminal de ônibus do Sistema Integrado de Fortaleza, a Estação elevada do Papicu (que fará a integração com a linha Leste do Metrô e o terminal de ônibus) e outro tipo de padronização para as outras oito estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate Clube.

Estão sendo construídos também dois elevados nas avenidas Germano Frank e Aguanambi, passagens inferiores nas avenidas Padre Antônio Tomás, Santos Dumont e Alberto Sá, além de passarelas dentre outros locais sobre as avenidas Expressa e Pontes Vieira. Com aproximadamente 21% da obra concluída, o VLT deverá ser entregue à população a tempo para a Copa do Mundo de 2014.

Nessa etapa, as obras vêm sendo executadas nas seguintes frentes de serviços:

Frente 1 - Estação Parangaba: execução das bases da Estação;

Frente 2 - Elevado de Parangaba: execução das bases do elevado;

Frente 3 - Pátio de pré-moldados da obra do VLT: executando as vigas (93 toneladas cada) pré-moldadas do elevado de Parangaba;

Frente 4 - Viaduto ferroviário da Aguanambi: executando pilares e iniciando o cimbramento metálico das Travessas;

Frente 5 - Ponte sobre o riacho Tauape: iniciada a escavação para a execução dos tubulões da Ponte;

Frente 6 - Viaduto ferroviário da Pontes Vieira: executando os pilares;

Frente 7 - Execução do muro de arrimo da via expressa – estação Papicu;

Frente 8 - Viaduto ferroviário da Dom Luís: execução das escavações das bases do viaduto;

Frente 9 - Superestrutura da via de Carga: execução de 21,26% da grade ferroviária;

Frente 11 - limpeza da área da estação rodoviária - Avenida Borges de Melo.

Os trabalhos estão sendo executados inicialmente em áreas onde não são necessárias desapropriações de moradores na faixa de domínio da linha. Paralelo à implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga da Transnordestina que corre paralela à linha do VLT.

Fonte: AÇO

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Afinal, por que existem várias engenharias?


Dentre as atribuições e atividades dos engenheiros estão relacionadas competências legais para realizar empreendimentos que visem ao aproveitamento e a utilização de recursos naturais para a concretização de inúmeras atividades. E elas são muitas.

Se considerarmos os possíveis campos de atuação da engenharia, logo percebemos que eles são por demais amplos para que uma só pessoa possa dominar, com excelência, a tecnologia, o embasamento científico específico, as técnicas de cálculo e as experiências vinculadas a todas as suas múltiplas atividades. Para termos uma ideia dessa complexidade, basta lembrar que econômicas e tantas outras fazem parte do trabalho dos engenheiros ou são afetadas diretamente por suas atividades. Tudo isso influencia, de uma forma ou de outra, o funcionamento da sociedade.

Não é difícil relacionar responsabilidades que caracterizam a abrangência da ação desse profissional. É competência dos engenheiros, por exemplo, projetar, executar, administrar, verificar, fiscalizar, pesquisar... Trabalhos tais como apresentados no quadro a seguir, onde estão relacionadas algumas implicações técnicas de cada empreendimento.


EMPREENDIMENTOS DE RESPONSABILIDADE LEGAL DOS ENGENHEIROS


  • Meios de transporte e comunicação;
  • Sistemas industriais e agropecuários;
  • Edificações, serviços e equipamentos urbanos e rurais nos seus aspectos técnicos e artísticos;
  • Instalações e meio de acesso a costas, cursos e massas de água e extensões terrestre.




Alguns trabalhos típicos de responsabilidade de equipes de engenheiros:

- HIDRELÉTRICA: Barragem, geração e distribuição de energia, painéis de controle, medição e deslocamento de terras, casa de máquinas.

- CONSTRUÇÃO CIVIL: Fundações, estrutura, materiais, planta baixa, arquitetura da edificação, movimentação de terra, canteiro de obras, mão-de-obra para a execução do empreendimento.

- PLANTA QUÍMICA: Reatores, sistema de distribuição dos produtos, vasos pressurizados, leiaute da planta, tanques de armazenamento, torre de fracionamento, processos químicos.

- VEICULO DE AUTOMOTOR: Sistemas de suspensão, direção e freio, motor, chassi, aerodinâmica, painel de instrumentos, equipamentos de segurança.

- AERONAVE COMERCIAL: Sistemas de navegação  e de propulsão, trem de pouso, estrutura, aproveitamento interno, eletrônica embarcada, aerodinâmica.

- AEROPORTO: Pista de pouso, torre de controle, hangar, prédio da administração, sistemas de segurança, vias de acesso, transporte de bagagens, sistemas de armazenamento e abastecimento de combustíveis.

É praticamente impossível que uma pessoa seja capaz de dominar todos esses assuntos numa profundidade tal que permita trabalhar com desenvoltura e competência em todos eles. Por isso existem as várias modalidades de engenharia. Especializando-se num determinando campo, um individuo pode dar conta de dominar adequadamente vários conhecimentos específico relativos a cada um deles, e assim poder desempenhar a contento as suas atividades.

Isso não significa que um especialista ficará restrito a trabalhos muito limitados, desconhecendo incapaz de compreender e discutir diversos outros assuntos. Para cada uma das áreas de engenharia - floresta, química, têxtil, inteira de dedicação de inúmeros profissionais.

BAZZO, Walter Antônio; PEREIRA, Luiz T. do Vale. Introdução à engenharia: conceitos, ferramentas e comportamento. Florianópolis: Ed.da UFSC, 2008.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Aumento das mulheres nas engenharias.



 A participação feminina na área tida tradicionalmente como terreno dos homens tem aumentado nos últimos anos, mas ainda há muito o que avançar. Segundo matéria publicada no site do Senge-DF, intitulada “Além dos estereótipos” dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) de 1991 apontavam que elas representavam 17% do número de matrículas na graduação em engenharias; em 2000, passaram a 19%; e em 2008, 21%. Hoje, são quase 30% do total. A informação tem por base o Censo de 2011 do Inep, que mostra, contudo, a prevalência ainda nas áreas de ciências sociais aplicadas e humanas. Independentemente de gênero, correspondem a 43% das matrículas em cursos presenciais (33% desse total destinadas às mulheres); já as engenharias, a apenas 11%. Desse percentual, 8% das vagas vão para os homens e 2,8% para as mulheres. Quem apresenta os dados é Hildete Pereira de Melo, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) e coordenadora dos programas de educação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 Ela lembra que as mulheres eram analfabetas no começo do século XX e hoje são mais escolarizadas que os homens, ocupando 55% das cadeiras universitárias – número que salta para 68% na educação a distância. Porém, como as estatísticas mostram, suas escolhas ainda se alicerçam no “estereótipo feminino”. “As mulheres são treinadas para os cuidados, para tomar conta da vida, para reproduzi-la. No mercado de trabalho, carregam esse destino da maternidade. Os homens têm uma dificuldade enorme de absorver essa questão, daí as carreiras de engenharia e tecnologia e das ciências da computação têm prioridade mais baixa entre elas.”

 Não obstante, mudança está em curso. A grande novidade, na concepção de Melo, é que nas engenharias, entre as jovens que procuram bolsas de graduação no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, elas somam 38%. “É muito significativo.” Além dessas iniciativas que podem estimular o ingresso feminino na área, a preocupação está presente na abertura de cursos novos, como o de engenharia de inovação, a ser oferecido pelo Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), cujo mantenedor é o Seesp. “Pretendemos valorizar a inclusão da mulher em nossa graduação”, ratifica o diretor-geral da instituição, Antonio Octaviano.

Mercado de trabalho

 Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Maria Rosa Lombardi concorda que há uma evolução, sobretudo dos anos 2000 para cá, “tanto no número de matrículas e conclusões quanto no mercado de trabalho”. Mesmo assim, no exercício da profissão, a presença masculina é majoritária. Conforme divulgado no EngenhariaData – Sistema de Indicadores de Engenharia no Brasil, do Observatório de Inovação e Competitividade, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo), os postos de trabalho entre 2006 e 2010 na área elevaram-se de 81.353 para 197.410, mas a participação feminina se manteve estável no período, em 18%. No âmbito regional, Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro, diretora Regional Norte da FNE e do Senge-MA, ilustra: “O sindicato, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão, através do Grupo de Estudos e Pesquisas Trabalho e Sociedade, divulgou em abril de 2010 a elaboração do cadastro e perfil de seus associados. O levantamento revelou que as mulheres eram 11,2%, percentual que pode ser projetado para a participação da maranhense no mercado de trabalho nas carreiras da engenharia, da agronomia e da arquitetura.”

 As engenharias se mantêm lamentavelmente entre as únicas cinco carreiras em que as mulheres são minoria, de acordo com reportagem publicada em 7 de janeiro último pelo O Globo, baseada em dados do Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outra diferença é quanto aos salários e funções. “A engenharia, tempos atrás, só permitia trabalho feminino no campo de projetos, civil e elétrica. Hoje, encontramos um grande número de mulheres em todos os postos, de nível médio e superior. No que se refere a cargos de chefia, encontramos até presidentas, porém em menor quantidade que os homens. E nas empresas em que não há plano de cargos, infelizmente os salários ainda são menores”, destaca Clarice Maria de Aquino Soraggi, diretora Regional Sudeste da FNE. Presidente do Senge-CE e diretora de relações institucionais da federação, Thereza Neumann Santos de Freitas salienta: “Mesmo com toda a evolução, a realidade mostra que se faz necessário muita luta e conquista em favor da igualdade e valorização da mulher que atua na engenharia, principalmente em relação à remuneração justa.”

 A despeito disso, para Maria de Fátima Ribeiro Có, diretora de relações internas da FNE, a profissão deixou de ser tabu quanto ao gênero. “Exceto por uma cultura antiga e superada de que a engenharia é masculina, não há nenhum motivo para as mulheres não participarem da profissão tanto quanto os homens. Tanto que sua presença vem crescendo paulatinamente, mas é necessário avançar nisso”, ressalta Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação. Nesse contexto, ele considera que tanto as escolas de engenharia devem atrair as jovens estudantes quanto os gestores do setor têm que pensar em políticas que tornem a área um lugar atrativo para a mulher. “O Brasil que vai precisar cada vez mais de mão de obra qualificada de alto nível, especialmente de engenheiros, ao seu desenvolvimento não pode abrir mão de mais de 70% desses cérebros, como ocorre hoje”, conclui.

 Melo complementa que é mister “política pública de incentivo a que as meninas não escolham já na transição do ensino fundamental para o médio, como acontece atualmente, um futuro como o de sua avó, mas que possam vislumbrar a não necessidade de sacrificar uma carreira pela questão de gênero”. E assevera: “Na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, através do Programa Mulher e Ciência e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), estamos gestando um programa específico sobre isso.”

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Crescimento Salarial na Engenharia Civil.

Crescimento Salarial na Engenharia Civil: o tempo de formação e a experiência em obras realizadas contam muito na formação da remuneração do profissional. Tenho notado forte demanda na busca por Engenheiro Civil com experiência em obras residenciais.

O excesso de demanda no setor da Engenharia Civil/Construção Civil ocasiona um fenômeno que influencia diretamente nos salários dos profissionais que atuam na área. Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) afirma que “quando o salário cai na construção civil, ele cai acima da média. Quando sobe, a recuperação ocorre com fôlego ainda maior. Por isso, em momentos de grande otimismo como agora, é natural esse movimento de ascensão.”  Segundo levantamento da empresa Hay Group, a remuneração fixa de um mestre de obras pode chegar a 11,7 mil reais por mês. Em 2012  constatou-se uma queda do setor na economia.

Nem tudo é um “mar de rosas”, pois tenho verificado que muitos profissionais criticam as ofertas de emprego oferecidas pela maioria das empresas no Mercado de Trabalho. A Amplitude de Carreira, que é a diferença entre o menor e maior salário, demonstra claramente esta afirmação:











Não podemos esquecer que o tempo de formação e a experiência em obras realizadas contam muito na formação da remuneração do profissional. Tenho notado forte demanda na busca por Engenheiro Civil com experiência em obras residenciais, justificada principalmente pelas ações governamentais que visam entregar casas populares à população de baixa renda, bem como pelos desafios de infraestrutura que vieram junto à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada, no Rio de Janeiro, em 2016. O Engenheiro Civil, pela complexidade e responsabilidade do seu trabalho tem direito ao Salário Mínimo Profissional garantido em Lei, que é baseado nas seguintes condições:

Carga horária de 6 horas diárias: 6 salários mínimos = 6 X R$ 678,00(janeiro 2013) = R$ 4.068,00 por mês
Carga horária de 8 horas diárias: 8,5 salários mínimos= 8,5 X R$ 678,00(janeiro 2013) = R$ 5.763,00 por mês


Algumas empresas contratam Engenheiros e infelizmente não respeitam a legislação oferecendo, principalmente para aqueles recém formados ou com pouca ou nenhuma experiência, remuneração inferior ao estabelecido em Lei.  Na realidade a remuneração pode variar, dependendo de alguns fatores tais como: anos de formação, área profissional em que atua, setor de atividade ( público ou privado), local de trabalho (escritório ou campo), porte da empresa (grande, média ou pequena), se tem vínculo CLT ou PJ, Estado da federação.


Fonte: exame-com

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mercado de Oportunidades.


Foi-se o tempo das vacas magras no mercado de trabalho dos engenheiros civis. Se na "década perdida" de 1980 a oferta de vagas era tão baixa que os recém-formados preferiam migrar para o setor financeiro, onde eram mais bem remunerados, hoje o aquecimento da Construção gera tanta demanda por profissionais qualificados que os alunos já são contratados antes mesmo de se formar. No entanto, mais do que engenheiros "genéricos", as empresas precisam de especialistas – em gestão, produção, orçamento, coordenação de obras, entre outros. E, com falta de "material humano" de qualidade no mercado, as empresas estão apostando cada vez mais na formação de seus próprios quadros internos.O setor está crescendo e deve continuar assim nos próximos anos. Incorporadoras e construtoras aproveitam o momento favorável para lançar mais empreendimentos. 

Com tantos projetos tocados ao mesmo tempo, a principal dor de cabeça dessas empresas é como supervisionar todas as obras simultaneamente e com qualidade. Dessa necessidade imediata deriva o primeiro dos campos de especialização mais promissores do mercado: o planejamento de obras.

O papel do engenheiro de planejamento é fundamental para determinar a velocidade e a estratégia com que as obras serão executadas. "Com o grande volume de lançamentos, cada vez mais o planejamento deverá ser elaborado como visão da empresa e não por cada gestão de obra", afirma o diretor técnico e de obras da Goldzstein Cyrela, Rogério Raabe. Para o vice-presidente do SindusCon-SP (Sindicado da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Francisco Vasconcellos Neto, os engenheiros dessa área não podem se iludir, achando que basta dominar um software de planejamento para fazer bem seu trabalho. Em sua opinião, falta no mercado um curso de especialização forte nesse segmento.

Com o aumento do número de obras é preciso, também, lidar com um grande número de projetistas. Portanto, há espaço também para engenheiros capacitados em Gerenciamento de Projetos. O diretor de engenharia da CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário), Cláudio Sayeg, cita três das principais competências necessárias a esse profissional. Primeiro, ele precisa ter um domínio técnico básico, mas amplo, das várias especialidades que compõem a edificação. Segundo, deve conhecer as tecnologias mais usadas no segmento de construção em que atuará – popular, comercial ou de alto padrão. Por fim, deve saber interpretar os diversos projetos de um empreendimento e identificar as implicações no orçamento, na execução, no cronograma etc. "Não basta ler superficialmente os desenhos, é preciso saber o que há em suas entrelinhas", explica Sayeg.

Outra implicação do mesmo problema é a crescente demanda por projetos disciplinares e de sistemas prediais – fundações, estruturas, instalações elétricas, hidráulicas, ar-condicionado, impermeabilização e assim por diante. Para os interessados em seguir por essas áreas de especialização, as perspectivas são atraentes. "Os projetistas contratados pelas construtoras acabam sendo sempre os mesmos, pois são os que têm mais experiência para atender às demandas do mercado", afirma o diretor presidente da Sinco Engenharia, Paulo Sanchez. "Há escritórios dispensando trabalhos porque não têm condições de atender a tantos pedidos."

A área de Engenharia de Produção na Construção é também apontada como promissora. "Faltam pessoas que façam projetos executivos de qualidade, que ajudem a melhorar a produtividade nos canteiros", revela Sanchez. Como exemplos, ele cita a carência por projetistas de fôrmas e de alvenaria. Rogério Raabe, da Goldzstein Cyrela, acredita que há muito também a ser explorado por engenheiros de Logística. "Esta função é muito importante para a produção devido à grande demanda por equipamentos, ferramentas e sistemas construtivos industrializados."

Para Luiz Henrique Ceotto, diretor de Construção da Tishman Speyer, a figura do engenheiro de manutenção também tende a adquirir importância dentro das construtoras. Trata-se de um profissional que supervisiona se os sistemas do edifício estão sendo projetados de forma a facilitar intervenções futuras para reparos e renovações. Atua também no pós-venda, realizando o levantamento estatístico e o diagnóstico das ocorrências de manutenção. "Ele deve ter domínio de elétrica ou hidráulica, mas precisa ser, antes de tudo, um engenheiro civil", explica.

Falta experiência

Depois de anos seguidos vendo os engenheiros civis formados migrando para outras áreas de atuação, as empresas do ramo da Construção vêm enfrentando dificuldades para encontrar profissionais qualificados para os cargos de maior responsabilidade.

Em uma trajetória normal, assumem os postos de gerência os funcionários mais experientes dos quadros internos, que já acompanharam pelo menos o ciclo completo de uma obra. Os promovidos, com auxílio financeiro da empresa, complementam seu conhecimento prático com uma formação teórica em cursos de pós-graduação de médio e longo prazo, como as especializações lato sensu e os MBAs. Porém, com o aumento repentino do volume de trabalho, as empresas não têm conseguido esperar que seus funcionários adquiram maior experiência antes de assumir tais postos. "Muitos aumentaram seu patamar salarial e de responsabilidade, mas em alguns casos não estavam preparados para isso", afirma Sanchez, da Sinco. "Pode ser que colhamos frutos não muito bons desse crescimento abrupto", alerta.

Para o professor Francisco Ferreira Cardoso, coordenador do curso de MBA em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, os engenheiros devem conter a ansiedade e não ter pressa para realizar sua pós-graduação. "Se o aluno tem uma vivência profissional maior, os conteúdos abordados são mais bem absorvidos, há uma troca de conhecimentos mais efetiva", explica. Na seleção dos alunos para o curso que coordena, Cardoso dá preferência àqueles que tenham entre cinco e sete anos de experiência de mercado. Alunos recém-formados até são admitidos, mas são exceções. "Geralmente não passam de três em uma turma de 30."

Esses cursos, portanto, não se prestam às empresas ou aos profissionais que procuram resultados mais imediatos. Para isso existem os cursos de curta duração, de até seis meses, criados pelas instituições de ensino para atender a demandas pontuais. "São cursos que oferecem conhecimentos em áreas mais específicas", explica o coordenador do Pece (Programa de Educação Continuada da Poli-USP), Jorge Luis Risco Becerra. "Eles também são procurados por ex-alunos de faculdades com currículos deficientes, que querem preencher lacunas na formação." Segundo ele, atualmente os cursos de treinamento da instituição mais procurados por engenheiros civis são os de Engenharia de Túneis e de Pavimentação.

FONTE: FEITEP


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dilma Rousseff pronuncia que o Brasil terá custo de energia reduzido para os brasileiros.


  
  A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em pronunciamento, que, a partir desta quinta-feira (24), passará a vigorar a redução de 18% na tarifa de energia para os consumidores residenciais. Para o comércio e a indústria, a diminuição será de até 32%. O corte é ainda maior do que o anunciado pela presidenta em setembro de 2012: 16,2% para residências e até 28% para a indústria. Dilma também disse que o Brasil é um dos poucos países que ao mesmo tempo reduz a tarifa de luz e aumenta a produção de energia.

  “Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, afirmou Dilma.

  Dilma ressaltou que os investimentos permitirão dobrar, em 15 anos, a capacidade instalada de energia elétrica. A presidenta disse ainda que a redução vai permitir a ampliação do investimento, aumentando o emprego e garantindo mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros.

  “Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil”.

  A presidenta esclareceu que todos os brasileiros serão beneficiados pela medida, mesmo os atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao esforço feito pelo governo federal para a redução da tarifa.

  “Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. (…) Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais”, finalizou.


Discurso da Presidente Dilma Rousseff sobre redução da tarifa de energia elétrica




23 de janeiro de 2013

 

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Acabo de assinar o ato que coloca em vigor, a partir de amanhã, uma forte redução na conta de luz de todos os brasileiros. Além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado. A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata.

É a primeira vez que isso ocorre no Brasil, mas não é a primeira vez que o nosso governo toma medidas para baixar o custo, ampliar o investimento, aumentar o emprego e garantir mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros. Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil.

No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos.

Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.

Este ano, vamos colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas. Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil vive uma situação segura na área de energia desde que corrigiu, em 2004, as grandes distorções que havia no setor elétrico e voltou a investir fortemente na geração e na transmissão de energia. Nosso sistema é hoje um dos mais seguros do mundo porque, entre outras coisas, temos fontes diversas de produção de energia, o que não ocorre, aliás, na maioria dos países.

Temos usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, e nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas. Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações.

Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único kilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas.

Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado.

Hoje, além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. Todos, sem exceção, vão sair ganhando.

Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão, ainda assim, sua conta de luz reduzida, como todos os brasileiros. Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que eu estou dizendo.

Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.

O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. Por termos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história. E a maioria dos brasileiros sente e expressa esse sentimento. Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais.

Muito obrigada e boa noite.

Veja o vídeo do pronunciamento AQUI.
Fonte: Planalto

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Para Aneel, há risco de faltar luz na Copa.



  Obras estão atrasadas em 10 das 12 cidades-sede; agência pede "aceleração urgente" e já pensa em alternativas. Em Porto Alegre, pior caso, 25 das 26 melhorias estão fora do prazo; jogo deste ano em Brasília pode ter problemas. 

  O fornecimento de luz para a Copa do Mundo de 2014 está ameaçado em boa parte das cidades-sede, diferentemente do que vem sustentando o governo. É o que mostra um relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), finalizado em dezembro e obtido pela Folha.

  A menos de um ano e meio da abertura dos jogos, mais da metade dos 163 empreendimentos necessários para garantir o fornecimento de energia está atrasada, segundo o documento.

  Apenas 2 das 12 capitais que receberão partidas estão com as obras totalmente em dia: Fortaleza e Recife, em todas as demais -Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Cuiabá, Natal e Curitiba- há atrasos em relação ao cronograma definido pelo governo.

  Na lista de empreendimentos há novas linhas de transmissão e de distribuição, além da ampliação e da modernização de subestações de energia. As obras visam evitar apagões tanto nos estádios quanto nos aeroportos e nas ruas das cidades.

  As capitais que mais preocupam são Porto Alegre, onde 25 das 26 obras, conduzidas pela concessionária CEEE, estão fora do prazo, e Brasília, que apresenta atraso em 10 dos 11 empreendimentos exigidos da CEB. No caso da capital do país, o risco é que haja problemas já na Copa das Confederações, em junho deste ano.

  Uma das linhas de distribuição que levarão luz ao Estádio Nacional Mané Garrincha, por exemplo, que deveria ser concluída em março deste ano, está prometida agora apenas para junho. O estádio sediará a primeira partida do torneio, entre Brasil e Japão, no dia 15 de junho. 

  Em Porto Alegre, cidade com o maior número de obras atrasadas, a Aneel afirma que é "conveniente tomar medidas junto à concessionária". Também merecem "especial atenção", segundo os técnicos da agência, Manaus, da concessionária Ame (50% de atraso); Rio, servida pela Light (41% de atraso); e Belo Horizonte, atendida pela Cemig (41% de atraso).

  As obras necessárias para evitar apagões durante a Copa e os prazos de entrega foram definidos pelo grupo de trabalho "GT Copa 2014", em julho de 2011. Desde então, cabe à Aneel fiscalizar o cumprimento das determinações.

  O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) chegou a dizer que o grupo foi criado apenas como uma "precaução a mais".

  O documento da Aneel afirma que é necessária a "urgente aceleração do ritmo de implantação das obras". E prevê, aliás, a adoção de "soluções de engenharia alternativas" caso os empreendimentos não fiquem prontos. Elas não são especificadas.

  O Ministério de Minas e Energia afirmou, por meio de nota, que "monitora a implantação das obras de distribuição" e que elas "estarão concluídas antes da Copa".

Outro lado

  Distribuidoras dizem que obras estarão prontas.

  As distribuidoras que atendem as cidades-sede da Copa do Mundo refutam o documento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e defendem que as obras estarão prontas a tempo de atender a maior demanda que virá durante o torneio.

  Nenhuma delas diz ser necessário um "esforço urgente" para compensar esses atrasos, conforme aconselhou a agência reguladora.

  A CEEE, por exemplo, que atende moradores de Porto Alegre, diz trabalhar com prazo de conclusão maior que as demais empresas.

  Apesar de aparecer descumprindo prazos, segundo a Aneel, a empresa diz que a cidade não irá sediar a Copa das Confederações, portanto concluirá as obras a tempo para a Copa, entre dezembro de 2013 e abril de 2014.

  A Light (RJ) informou que já concluiu 3 das 5 obras que aparecem em atraso no relatório da Aneel. As duas obras em atraso, diz a empresa, também estão sob controle.

  A Eletropaulo nega que haja atraso. "Das 23 obras, 12 estão concluídas, 9, em andamento, e 2, em processo final, no prazo estabelecido."

  A Cosern (RN) informou que conseguiu concluir os projetos das obras e não irá prejudicar o cronograma.

  Após adiar datas de 11 de suas obras, a mineira Cemig diz que concluirá todos os projetos em 2013.

  Ao assumir atraso no cronograma inicial, a baiana Coelba diz que as obras serão concluídas com a do estádio - a previsão é fevereiro.

  CEB, Cemat e Copel dizem ter encontrado dificuldades para conseguir o licenciamento ambiental. Esse seria um dos motivos para o atraso. As empresas defenderam que o problema não atrapalhará o fornecimento na Copa.

  A Ame (AM) não comentou os atrasos. 

FONTE: ANACE Brasil

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mais hidrelétricas com reservatórios.


  Mesmo as "fontes limpas" de energia causam impacto ambiental, na geração ou no seu uso. O Brasil é privilegiado por compor grande parte de sua matriz energética com fontes limpas, especialmente na geração de eletricidade - pelo menos por enquanto. As pequenas, médias e grandes hidrelétricas respondem por mais de 80% da eletricidade que chega aos lares, ilumina cidades, movimenta indústrias e outros tipos de empresas.

  A extensão territorial em uma posição geográfica que vai do Equador a zonas temperadas ao sul do continente faz com que o Brasil se beneficie de diferentes regimes de chuvas durante o ano. O Nordeste, que tinha apresentado uma leve recuperação na segunda-feira, viu o nível de seus reservatórios recuar de 29,62 para 29,57 por cento, enquanto que no Sul, o nível das reservas caiu de 49,58 para 49,35 por cento. O Sudeste continua com aumento do armazenamento, que passou de 30,43 por cento na segunda-feira para 30,88 por cento na terça-feira. No Norte, o nível também subiu passando de 42,47 para 42,74 por cento.

  Por isso, enquanto rios estão caudalosos em uma área, podem estar relativamente secos em outras. Como o sistema elétrico é nacionalmente interligado, por meio de linhas de transmissão que se entrelaçam em determinados pontos de intercâmbio, é possível transferir eletricidade de regiões onde haja excedentes para as que enfrentam escassez temporária. Um órgão colegiado, o ONS, opera esse sistema com reconhecida competência, buscando despachar prioritariamente a energia mais barata e próxima dos centros de consumo, com a preocupação de assegurar uma reserva para o futuro.

  Nesse processo, que envolve planejamento plurianual e acompanhamento diário das curvas de oferta e consumo de eletricidade, os reservatórios das hidrelétricas cumprem papel fundamental. A água armazenada em reservatórios é essencialmente o que forma essa reserva. As demais fontes de energia são despachadas, da mais barata para a mais cara, a fim de ajudar na administração dessa reserva, ou então por questões técnicas (reforço da rede junto aos centros de consumo) e disponibilidade sazonal - caso da biomassa nos meses da colheita de cana-de-açúcar, por exemplo. 

  Os reservatórios no Brasil são antigos. Muitos surgiram em um período que não havia tanta preocupação com o meio ambiente e respeito a comunidades afetadas pela inundação. Por causa disso, foi-se do oito ao oitenta, e as novas hidrelétricas no Brasil são licenciadas sem reservatórios, mesmo quando existe a possibilidade de formá-los com o menor impacto ambiental possível. O resultado é que o país, agora, precisa de uma retaguarda de usinas termoelétricas que, além de gerarem uma eletricidade mais cara, causam mais impacto ambiental que um reservatório com igual capacidade de produção de energia.

  É um contrassenso, e, na prática, estamos vendo este ano a consequência dessa política bisonha. A maior parte dos reservatórios se concentra nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, nas quais as chuvas atrasaram e podem não ser suficientes para recompor o volume de água necessário ao funcionamento previsto das hidrelétricas. Usinas termoelétricas precisarão funcionar por mais tempo, o que pesará sobre as tarifas de energia. E ambientalmente 2013 será um ano negativo, pois o país emitirá mais gases poluentes. A política contrária a reservatórios precisa ser revista. 

Fonte: ANACE

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Brasil entre os líderes em construção sustentável

O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Coucil (US GBC). "Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos". informou o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.

O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.

O ranking mundial é liderados pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido da China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que. nos Estados Unidos, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. "Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente". 

Para Casado as construções sustentáveis são uma tendência mundial. "A gente tem hoje, só em certificação Leed (leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que esse número cresce a cada dia". Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim desde ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.

Prédios vedes.

Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbono. "Mas a gente reduz muito esses impactos", explicou o gerente. em vários países do mundo, neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. "Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil".

Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. "Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no curso operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos". O custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. "A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação e ele equilibra esse custo financeiro".

O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudos. "Isso acaba barateando o custo operacional".
FONTE:  Portal Brasil

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quem serão os profissionais mais disputados de 2013


Com a proximidade do final do ano, é comum despontar na mídia previsões sobre o que vai acontecer nos próximos doze meses. No mercado de trabalho não é diferente. Já se fala, por exemplo, que com a possível retomada de crescimento da economia brasileira a geração de empregos formais voltará a aquecer em 2013. Outra boa notícia - esta suportada por pesquisas e estudos que vêm sendo desenvolvidos sobre o futuro do mercado de trabalho - é que, ao longo da próxima década, também deve aumentar a demanda no país por profissionais com visão de negócios voltada para temas como inovação, qualidade de vida e sustentabilidade. Além disso, oportunidades para carreiras profissionais que inclusive ainda nem existem também devem ser criadas.
Para quem ainda está decidindo qual profissão seguir, uma boa referência é a pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020”, que aponta nove profissões do futuro, conforme os maiores índices de perspectivas profissionais. Realizado pela FGV-RJ a pedido da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estudo mostra que a procura maior será por profissionais nos ramos de engenharia, compras, comercial, gestão de qualidade e tecnologia da informação (clique aqui para acessar os resultados da pesquisa).
Entre os profissionais que serão mais disputados pelo mercado de trabalho já em 2003 estão, na opinião de Leonardo de Souza, diretor da Michael Page, engenheiros civis, mecânicos e eletricistas. Ele inclui ainda nessa lista os profissionais de projetos, os que trabalham na área de Pesquisa & Desenvolvimento e aqueles com experiência na arquitetura de sistemas de e-commerce/internet. “Além das competências técnicas para cada uma dessas profissões, é cada vez mais importante que os profissionais tenham competências de liderança para a condução de equipes, visão de negócio, mobilidade para mudanças e habilidade em outros idiomas”, afirma Souza.
Mas antes de sair apostando todas suas fichas nas profissões tidas como as mais promissoras, vale seguir algumas recomendações. Andrea Huggard Caine, diretora de Certificação Profissional da ABRH-Nacional, ressalta, por exemplo, a importância de as pessoas trabalharem com algo que realmente gostem. “Isso é fundamental porque dá brilho nos olhos, aumentando a probabilidade de o profissional dar certo e, consequentemente, ser bem remunerado.” Ainda sobre a remuneração, ela observa que o salário não é a única moeda a ser considerada para a escolha entre uma ou outra profissão. “Ambiente de trabalho, aprendizado contínuo, crescimento acelerado, exposição à liderança, possibilidade de participar de projetos interessantes e trabalhar com inovação, bons benefícios e certa estabilidade também são moedas a colocar na balança.”
Sobre as competências necessárias para ser um desses profissionais do futuro, Andrea destaca que é preciso ser articulado e saber fazer conta. “Pode parecer óbvio, mas nem sempre são coisas tão fáceis, porque a forma de se expressar no trabalho é diferente do que muitas vezes fazemos na universidade.” Fora os cálculos específicos de cada área, ela sugere que os profissionais também saibam o básico de estatística e finanças. “Quem não entende estatística não consegue analisar pesquisas, métricas e informações com qualidade. E quem não entende o básico de finanças não consegue entender os fundamentos de qualquer empresa.”
Independentemente da profissão, para aumentar as chances de ser bem-sucedido, também é preciso se manter sempre bem informado e atualizado. Para isso, Andrea indica a leitura de revistas de atualidades e a conversa com pessoas que já estejam trabalhando há algum tempo em posições mais representativas. “Observe a linguagem e a forma que os outros estruturam pensamentos. E aprenda a aprender. Isso vai lhe dar autoconfiança”, finaliza.