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sábado, 9 de novembro de 2013

CIDADE DE SANTANDER GANHA INTELIGÊNCIA COM A INSTALAÇÃO DE 12MIL SENSORES.


Transformada num grande laboratório, a espanhola Santander testa tecnologias que podem transformar a vida nas cidades ao redor do mundo

A cidade de Santander, na Espanha, vem atraindo especialistas em tecnologia e urbanismo do mundo inteiro. Eles vão até lá para ver uma rede de 12 mil sensores ligados a computadores que estão poupando energia e água, reduzindo congestionamentos e transformando a vida dos cidadãos.

Os sensores ficam escondidos em cavidades no chão ou presos a luminárias, ônibus e lixeiras. Eles medem a poluição do ar, determinam se as vagas de estacionamento estão livres e se há pessoas numa área específica. Informam onde estão os ônibus e se as lixeiras estão cheias ou vazias.

Esses dados são processados num laboratório da Universidade da Cantábria e distribuídos em tempo real a quem precisa dessas informações. O serviço de coleta de lixo, por exemplo, fica sabendo quais lixeiras devem ser esvaziadas. Alertas de poluição atmosférica ou sonora são emitidos quando necessário.

Com base nos dados coletados, a intensidade da iluminação pública é reduzida para poupar energia em locais onde não há pessoas. E a irrigação dos jardins é ajustada em função da umidade do solo.

Já os cidadãos interagem com o sistema por meio de aplicativos móveis e sites na web. Apps permitem, por exemplo, encontrar vagas para estacionar ou saber quando vai chegar o próximo ônibus. Se alguém aciona o smartphone perto de uma loja, pode ver as ofertas dela. 

Os cidadãos também se comunicam com a administração municipal. Se alguém quiser informar sobre um buraco na rua, por exemplo, basta fotografá-lo com o smartphone. A foto segue junto com a localização captada pelo GPS do aparelho. 

O aviso vai tanto para os responsáveis pelo conserto como para os políticos que devem fiscalizá-los. E os próprios cidadãos podem acompanhar a solução. Essa transparência reduziu o tempo para solução dos problemas de algumas semanas para alguns dias.

O projeto começou há três anos com um fundo de 6 milhões de euros vindos principalmente da União Europeia. Com 180 mil habitantes, Santander foi escolhida como laboratório para testar tecnologias que, depois, poderão ser levadas a cidades maiores.

Há outras cidades participando, mas nenhuma delas tem uma rede tão ampla quanto a de Santander. Numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, o prefeito Iñigo de la Serna disse que nenhum dos sensores havia sido destruído por vandalismo.

Ele conta que houve certa desconfiança no início. Mas a população acabou aderindo rapidamente. Contribuíram para isso os cuidados com a privacidade no projeto. Os usuários não precisam se registrar para usar os apps e o sistema não identifica as pessoas individualmente. 

A participação popular na administração cresceu, já que os apps também permitem enviar sugestões. Centenas delas já foram recebidas pela prefeitura. E a cidade passou a economizar 25% na conta de energia elétrica e 20% nos custos de coleta de lixo.

De la Serna disse ao site NPR que seu próximo plano é implantar medidores inteligentes de água e energia com comunicação sem fio nas residências e empresas. Este vídeo da Telefônica, uma das empresas participantes do projeto, mostra a cidade de Santander, os sensores e o prefeito falando (em espanhol) sobre o projeto: 



FONTE: FEITEP

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sligatron pretende arremessar cargas ao espaço.


Arremesso espacial

O nome lembra os melhores projetos da ficção científica: Slingatron.

Em português seria algo como "atiratrônica", já que sling é o termo em inglês para funda, o tipo de atiradeira que Davi teria usado para derrotar Golias.

A empresa emergente HyperV Technologies está propondo demonstrar que essa tecnologia pode substituir os foguetes, impulsionando objetos diretamente para o espaço.

Para isso, ela está pedindo dinheiro, através de uma campanha no site de arrecadações Kickstarter.

A ideia é construir um protótipo do slingatron para impulsionar um objeto de 100 gramas a uma velocidade de um quilômetro por segundo.

A emprega garante que seu último protótipo, de 2 metros de altura, acelerou um objeto de 230 gramas a 100 metros por segundo (100 m s-1).

Se conseguir o dinheiro com o público, o objetivo é construir um slingatron de 5 metros de diâmetro para gerar velocidades 10 vezes maiores, abrindo caminho para um slingatron de tamanho prático, capaz de lançar cargas a 11 km-1 - rápido o suficiente para que a carga entre em órbita.

Os criadores da HiperV acreditam que o conceito será muito mais barato do que lançamentos de foguetes convencionais, apesar de só ser apropriado para cargas não-humanas, que podem resistir a uma aceleração equivalente a 60.000 g.
 
Atiradeira espacial

O slingatron é baseado em uma antiga arma conhecida como funda, que consiste em uma corda dobrada, no centro da qual é posto o objeto a ser arremessado - a pessoa gira a corda com a carga em torno da cabeça com frequência cada vez maior, soltando uma de suas extremidades para fazer o arremesso.

No slingatron, a corda é substituída por uma pista em espiral que gira a uma frequência constante. Quando um objeto é posto no centro, ele segue pela pista seguindo um raio crescente, indo mais e mais rápido conforme vai para a borda.

Quanto maior for o raio final - e maior a frequência de rotação - mais rápido o objeto vai voar quando sair pela extremidade da pista.

Dennis Bushnell, cientista-chefe do Centro de Pesquisa Langley, da NASA, comentou a ideia para o site Physicsworld.

Segundo ele, um estudo feita pela NASA há menos de 10 anos concluiu que os slingatrons seriam "a abordagem tipo 'arma' mais interessante" em termos de custo e capacidade para lançar cargas ao espaço.

"Vale a pena um estudo mais aprofundado e sério", disse ele. "[Mas] se [HyperV] tem bolsos fundos o suficiente para arcar com isso é algo ainda por ser demonstrado," concluiu.

Ela não tem, já que apelou para uma campanha pública. Mas a NASA também parece não ter, já que não alocou nada para a pesquisa, mesmo considerando-a a opção mais promissora.

Fonte: FEITEP

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Começa a funcionar o primeiro sistema de microgeração de energia integrado à rede da concessionária.

Começou a funcionar na última terça, 6/8, a primeira unidade de microgeração de energia elétrica interligada à rede da Light, concessionária que atua no Rio de Janeiro. Uma casa no bairro de Santa Teresa, na capital carioca, instalou um sistema de painéis fotovoltaicos que a credenciou a participar como projeto piloto da empresa. A partir de agora, o excedente de energia produzido na residência poderá ser vendido para a Light, abatendo os valores pagos na conta de luz - a legislação brasileira não prevê o pagamento em dinheiro ao usuário.


O proprietário da casa é o alemão Hans Rauschmayer, diretor da empresa de consultoria Solarize, que desenvolveu o sistema em parceria com a empresa Polo Engenharia. Eles deram início ao projeto assim que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em novembro de 2012, a retificação da Resolução Normativa nº 482/2012, que estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica. "O objetivo da casa era primeiro ver na prática como isso funciona no Brasil. Sou alemão e lá tem muita gente produzindo energia solar. Temos fornecedores, acessórios, mas no Brasil não existe ainda, estamos começando a criar o mercado", analisa Hans. De acordo com o estudo inicial feito pelo proprietário, a casa consome, em média, 150 kWh por mês. O sistema foi projetado para gerar um excedente de energia de cerca de 40%.

Estrutura
Os painéis fotovoltaicos policristalinos, que captam a radiação solar e fazem sua conversão direta em energia elétrica, foram instalados no telhado da residência, local com mais incidência solar. São nove módulos de 235 Wp e área de 1,5 m². Eles geram energia elétrica em corrente continua, que é levada por um cabo até o inversor de conexão à rede, que faz a conversão para corrente alternada, em sincronia com a rede elétrica, e desliga o sistema caso haja alguma pane. O inversor, com potência de 2,0 kW, possui ainda um servidor web, ainda em teste, que permitirá ver pela internet o quanto o sistema gera de energia. A energia segue então, para o Dispositivo de Seccionamento Visível (DSV) - instalado pela concessionária fora da edificação -, que desliga o sistema caso seja necessário fazer alguma manutenção na rede.

Sem baterias
O sistema não funciona com baterias. A energia produzida é usada de forma prioritária dentro da casa, por qualquer aparelho conectado na tomada ou pela iluminação, e o excesso vai para a rede da concessionária. "O inversor gera energia com um pouco mais de tensão que a rede, o que força essa prioridade", explica Hans. Ao longo do dia, a energia solar é usada quando o tempo está aberto e sem nuvens; quando o sol é encoberto por nuvens, a mudança para a rede da concessionária é feita automaticamente. "Dentro de casa, não sei e não preciso me preocupar de onde está vindo a energia que eu consumo", explica Hans.

Para poder acompanhar o gasto e a venda de energia, a Light instalou um medidor bidirecional que mede o consumo de energia dentro da casa e o injetado na rede. "Se eu consumir mais que gero, tenho que pagar esse saldo. Se conseguir gerar mais, volta por créditos em kWh", explica o proprietário da casa, lembrando que esse crédito pode ser abatido de contas futuras ou em outro medidor sob o mesmo CPF ou CNPJ.

A única intervenção solicitada pela concessionária foi a adequação do ponto de acesso. A residência tem mais de 40 anos e o sistema elétrico era antigo. Com a reforma e a troca do quadro de distribuição, foi possível fazer a ligação segura da rede. No dia 24 de julho, a Light fez a última visita técnica e aprovou a instalação do sistema solar e em menos de 15 dias o sistema já estava em uso.

O medidor e o DSV ficam do lado de fora da residência para que seja feita a leitura mensal e para acessar e desligar o sistema em caso de reparos



Imagem da tela do Inversor que mostra dados do sistema. Em breve, será possível acessar pela internet para saber o quanto ele está gerando de energia


Fonte: FEITEP

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Engenharia é uma das principais áreas que faltam profissionais no Brasil


A FEITEP - Faculdade de Engenharias é uma instituição de ensino superior focado na área da engenharia, que tem o objetivo de formar profissionais qualificados e capacidades para suprir a necessidade de engenheiros no mercado de trabalho. 

                         

De acordo com a pesquisa feita pela consultoria ManpowerGroup, a dificuldade de se preencher vagas no Brasil vem crescendo a cada ano. Do ano passado para cá, houve um crescimento de 15% na dificuldade relatada pelos empregadores em contratar', afirma Riccardo Barberis, diretor da Manpower Group no Brasil.

Barberis ressalta que a escassez se dá tanto na quantidade de profissionais como na qualidade deles, no caso de vagas que exigem conhecimentos específicos, e atinge cargos de nível superior e técnico.

Veja as 10 áreas no topo do ranking da pesquisa 'Escassez de Talentos', da ManpowerGroup, e a opinião de especialistas sobre cada uma delas.

1º Técnicos

É no campo técnico que os empregadores mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais. E a escassez permeia todas as áreas técnicas, de automação a edificações, de eletrônica a alimentos e bebidas.
Segundo Barberis, no passado o curso técnico no Brasil era considerado um plano B, uma segunda opção. E por isso o investimento na área foi prejudicado, sendo incapaz de suprir a demanda atual. O que fazer? Já se sabe hoje que os cursos técnicos oferecem uma oportunidade profissional mais rápida e, por isso, eles vem sendo valorizados e ganhando investimentos. Os especialistas concordam que o Brasil está caminhando na direção certa nesse setor.
'Mas diante da carência estrutural do mercado brasileiro, é preciso investir mais nessas políticas', afirma Barberis, citando o exemplo da Alemanha, que investe pesado em escola técnicas e é hoje um dos países na zona do euro com menor taxa de desemprego

2º Trabalhadores de ofício manual

Entram nessa categoria trabalhadores com uma habilidade específica ou autônomos especializados em um ofício, como costureiras, passadeiras, sapateiros, eletricistas, pintores, encanadores e pedreiros.
A escassez no Brasil segue uma tendência global, já que na média mundial a falta de profissionais nessa área é a primeira do ranking. O que fazer? Como para muitas dessas profissões não são necessários cursos mais longos, de dois anos, basta um treinamento, trata-se, portanto, de um desafio menos complexo. Segundo Barberis, uma das saídas é conectar melhor jovens sem experiência, mas que querem trabalhar, por meio, por exemplo, de parcerias entre a iniciativa privada e o setor público.

3º Engenheiros

Uma pesquisa da consultoria PageGroup ilustra bem essa escassez. De mil oportunidades de emprego analisadas, 38% eram na área de engenharia. Boom na economia, a descoberta do pré-sal e megaeventos esportivos vêm alavancando o setor.
Para Marcelo De Lucca, diretor da PageGroup, faltou planejamento por parte do governo e das instituições de ensino. Ele cita ainda algumas das áreas da engenharia em que as faculdades voltaram a investir, como geologia, um setor que estava estagnado e que agora voltou a crescer.
O que fazer? De Lucca diz acreditar que as faculdades agora estão correndo para se atualizar e reverter esse cenário de falta de profissionais.
'As universidade começaram a se reposicionar em relação à demanda do mercado de trabalho', afirma. 'Mas isso leva tempo para dar resultado, já que esses jovens vão se formar apenas em quatro ou cinco anos.'

4º Motoristas

Faltam profissionais voltados para o setor de transporte de cargas, ou seja, motoristas de caminhão.
De acordo com a ManpowerGroup, isso se deve a mudanças no setor, como o fato de as transportadoras exigirem experiência e capacidade de conduzir caminhões cada vez mais modernos, com tecnologia avançada. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmam que o número de veículos de carga registrados junto ao órgão é 2,5 vezes maior que o de profissionais inscritos.
O que fazer? No caso de caminhões mais modernos, fornecer mais treinamento.

5º Operadores de produção

O problema é semelhante ao caso dos profissionais de ofício manual, mas esses funcionários têm atuação mais técnica e trabalham na indústria. De acordo com especialistas, o crescimento da demanda não acompanhou o ritmo de formação e treinamento desses trabalhadores.
O que fazer? Segundo especialistas, são necessários cursos mais conectados com a necessidade das empresas. Outra sugestão citada é facilitar o modo como se recruta funcionários, divulgando a vaga em ambientes - reais ou online - frenquentados por jovens.

6º e 7º Profissionais de finanças e Representantes de vendas

Consultores da área de recursos humanos afirmam que empregadores têm sofrido uma dificuldade crescente para encontrar profissionais que atendam ao novo perfil da profissão.
De acordo com os especialistas, quem vende hoje precisa ter um conhecimento mais aprofundado, com mais habilidades na área de finanças e sistemas de comunicação em outros países, além de capacidade de pensar em soluções e gerir equipes.
O que fazer? Como a atividade está agora muito mais sofisticada, é preciso atualizar os cursos e focar nas áreas citadas acima.
Para reter talentos, Gilberto Cavicchioli, professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, afirma que são necessários benefícios diferentes do que se oferecia no passado.

8º Profissionais de TI

A escassez diz respeito a área de tecnologia em geral, seja dentro de empresas do setor ou em companhias que nada têm a ver com tecnologia especificamente.
A demanda em TI explodiu tanto em empresas de desenvolvimento de software como em bancos e companhias de telefonia celular, por exemplo, onde se cuida de gestão dos computadores e áreas de sistemas internos. O que fazer? 'As faculdades, como as de TI, precisam de mudanças mais radicais', afirma Barberis. 'O programa Ciência sem Fronteiras é positivo porque têm uma visão mais global, olhando de forma mais ampla. Mas as iniciativas ainda são restritas.'

9. Operários

Os especialistas avaliam que faltam profissionais em diversos setores da indústria brasileira e dizem que a escassez foi gerada pelo aumento da demanda, que tem sido enorme nos últimos anos.
São inúmeras obras por todas grandes capitais e, como os prazos são escassos, não há tempo hábil para se dar oportunidade a quem não tem experiência, de acordo com a ManpowerGroup.
Há também carreiras mais atraentes, e a possibilidade de cursos técnicos acaba afetando a quantidade necessária de trabalhadores no setor. O que fazer? Novamente, a chave é sintonizar melhor as necessidades das indústrias e trabalhadores que buscam emprego.

10º Mecânico

A profissão vive um cenário que mescla a situação do setor de ofícios manuais e a de motoristas, com profissionais com uma habilidade específica, mas que precisa se atualizar.
O que fazer? Novamente, a resolução desse problema passa por mais treinamentos específicos e cursos de atualização, especialmente os ligados à novas tecnologias. Também é preciso atrair jovens sem experiência para essa área.

Fonte: FEITEP

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Resistência às eólicas cresce e setor tenta reagir


Os parques de energia eólica, uma fonte de energia limpa e barata, se espalham rapidamente pelo país. Mas a eletricidade gerada a partir do vento também começa a ser criticada por uma ala do setor de energia, que vê com preocupação a maior dependência em uma fonte de energia intermitente.
Sem vento, uma turbina eólica deixa de gerar energia repentinamente, risco que não existe com as termelétricas, que queimam gás, biomassa ou carvão de forma contínua. Mesmo com escassez de chuvas, uma hidrelétrica também não para de produzir energia abruptamente.

O sentimento antieólicas não aumenta apenas no Brasil, onde o governo passou a ser mais rigoroso com os empreendedores e fornecedores de equipamentos, a maior parte estrangeira. O movimento também é mundial. Tanto assim que a fabricante dinamarquesa de turbinas Vestas lançou neste mês uma campanha para combater o crescente lobby contra a indústria eólica na Austrália, um dos países onde a resistência ao setor é forte.

No Brasil, o presidente da Renova, Mathias Becker, também demonstra preocupação. O executivo afirma que o segmento é vítima de preconceito e que pretende conversar mais com vários representantes do setor de energia para desfazer algumas ideias, a seu ver, "equivocadas", como a percepção de que a eólica seria uma fonte menos confiável que a hidráulica.

É muito mais fácil ventar que chover, diz Becker. A ocorrência de precipitações depende de uma combinação de variáveis meteorológicas bem mais específica, o que faz com que as chuvas também sejam mais imprevisíveis. Os ventos também são mais contínuos. Com isso, a energia gerada por um parque varia menos que a produção de uma hidrelétrica sem reservatório, como as usinas mais novas.

Controlada pela Light/Cemig, pelo Fundo Infrabrasil, focado em infraestrutura, e pela RR Participações, dos empresários Renato Amaral e Ricardo Delneri, a Renova é a maior geradora de energia eólica do país, com mais de mil MW de capacidade instalada. 

Uma das medidas que causou neste ano indignação entre os empresários do setor foi a exclusão das eólicas do leilão de energia nova, que será realizado no dia 29 de agosto. Serão licitadas no certame usinas a carvão, uma das fontes mais poluentes, além de térmicas a gás e biomassa e hidrelétricas. Os contratos firmados no leilão passarão a valer a partir de janeiro de 2018. 
As eólicas serão licitadas em um leilão específico de energia de reserva, no dia 23 de agosto. Mas os projetos terão de estar prontos em dois anos, tempo bem mais curto que os cinco anos que as térmicas a carvão e a gás terão para concluir suas obras. "Queremos competir com o carvão. Somos contra essa proibição", afirma Becker.

Segundo ele, os dois anos de prazo para conclusão dos parques não são triviais e trazem várias consequências para os empreendedores e fornecedores, que precisarão montar uma operação de "guerra". "Não se trata de má vontade, é um problema físico", diz Becker, referindo-se às dificuldades que serão enfrentadas ao longo da cadeia de abastecimento. E os fornecedores certamente repassarão esse empenho aos preços, dizem os empreendedores.

Os obstáculos, porém, não tiraram o apetite dos investidores. A Renova inscreveu para o leilão 500 MW de parques eólicos na Bahia. Outra eólica, a Bioenergy, também afirma ter inscrito 500 MW. Ao todo, foram cadastrados 655 projetos, que somam uma capacidade instalada de 16 mil MW, o maior volume já inscrito até hoje.

Mas, desse total, é esperado que apenas uma pequena parcela seja de fato comercializada no leilão, algo entre 2 mil MW e 3 mil MW. O volume negociado dependerá do preço teto, que ainda não foi estabelecido.
Além do prazo exíguo para a construção dos empreendimentos, o governo aumentou as exigências para os fabricantes, obrigando-os a produzir no país os três componentes: torre, máquina e pás. Os fabricantes que não cumprem com os índices de nacionalização nessas três etapas foram excluídos da linhas de financiamento do BNDES. As mesmas exigências não são feitas para outros setores, queixa-se Becker. 
Sobre a abertura de capital da CPFL Renováveis, Becker responde: "Nunca torci tanto por um concorrente". A chegada de uma segunda empresa do setor na bolsa dará mais visibilidade e mais parâmetros para os investidores, diz o executivo.

A Renova fez sua estreia na bolsa em julho 2010 e, por enquanto, vem se saindo bem melhor que outras elétricas. Neste mês, enquanto o Índice de Energia Elétrica (IEE) da Bovespa acumula uma desvalorização de 12,5%, as ações da companhia subiram 0,58%. Em 2013, os papéis da geradora valorizaram 25%, enquanto o IEE recuou 13,3%.
FONTE: FEITEP

sexta-feira, 8 de março de 2013

Aumento das mulheres nas engenharias.



 A participação feminina na área tida tradicionalmente como terreno dos homens tem aumentado nos últimos anos, mas ainda há muito o que avançar. Segundo matéria publicada no site do Senge-DF, intitulada “Além dos estereótipos” dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) de 1991 apontavam que elas representavam 17% do número de matrículas na graduação em engenharias; em 2000, passaram a 19%; e em 2008, 21%. Hoje, são quase 30% do total. A informação tem por base o Censo de 2011 do Inep, que mostra, contudo, a prevalência ainda nas áreas de ciências sociais aplicadas e humanas. Independentemente de gênero, correspondem a 43% das matrículas em cursos presenciais (33% desse total destinadas às mulheres); já as engenharias, a apenas 11%. Desse percentual, 8% das vagas vão para os homens e 2,8% para as mulheres. Quem apresenta os dados é Hildete Pereira de Melo, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) e coordenadora dos programas de educação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 Ela lembra que as mulheres eram analfabetas no começo do século XX e hoje são mais escolarizadas que os homens, ocupando 55% das cadeiras universitárias – número que salta para 68% na educação a distância. Porém, como as estatísticas mostram, suas escolhas ainda se alicerçam no “estereótipo feminino”. “As mulheres são treinadas para os cuidados, para tomar conta da vida, para reproduzi-la. No mercado de trabalho, carregam esse destino da maternidade. Os homens têm uma dificuldade enorme de absorver essa questão, daí as carreiras de engenharia e tecnologia e das ciências da computação têm prioridade mais baixa entre elas.”

 Não obstante, mudança está em curso. A grande novidade, na concepção de Melo, é que nas engenharias, entre as jovens que procuram bolsas de graduação no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, elas somam 38%. “É muito significativo.” Além dessas iniciativas que podem estimular o ingresso feminino na área, a preocupação está presente na abertura de cursos novos, como o de engenharia de inovação, a ser oferecido pelo Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), cujo mantenedor é o Seesp. “Pretendemos valorizar a inclusão da mulher em nossa graduação”, ratifica o diretor-geral da instituição, Antonio Octaviano.

Mercado de trabalho

 Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Maria Rosa Lombardi concorda que há uma evolução, sobretudo dos anos 2000 para cá, “tanto no número de matrículas e conclusões quanto no mercado de trabalho”. Mesmo assim, no exercício da profissão, a presença masculina é majoritária. Conforme divulgado no EngenhariaData – Sistema de Indicadores de Engenharia no Brasil, do Observatório de Inovação e Competitividade, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo), os postos de trabalho entre 2006 e 2010 na área elevaram-se de 81.353 para 197.410, mas a participação feminina se manteve estável no período, em 18%. No âmbito regional, Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro, diretora Regional Norte da FNE e do Senge-MA, ilustra: “O sindicato, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão, através do Grupo de Estudos e Pesquisas Trabalho e Sociedade, divulgou em abril de 2010 a elaboração do cadastro e perfil de seus associados. O levantamento revelou que as mulheres eram 11,2%, percentual que pode ser projetado para a participação da maranhense no mercado de trabalho nas carreiras da engenharia, da agronomia e da arquitetura.”

 As engenharias se mantêm lamentavelmente entre as únicas cinco carreiras em que as mulheres são minoria, de acordo com reportagem publicada em 7 de janeiro último pelo O Globo, baseada em dados do Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outra diferença é quanto aos salários e funções. “A engenharia, tempos atrás, só permitia trabalho feminino no campo de projetos, civil e elétrica. Hoje, encontramos um grande número de mulheres em todos os postos, de nível médio e superior. No que se refere a cargos de chefia, encontramos até presidentas, porém em menor quantidade que os homens. E nas empresas em que não há plano de cargos, infelizmente os salários ainda são menores”, destaca Clarice Maria de Aquino Soraggi, diretora Regional Sudeste da FNE. Presidente do Senge-CE e diretora de relações institucionais da federação, Thereza Neumann Santos de Freitas salienta: “Mesmo com toda a evolução, a realidade mostra que se faz necessário muita luta e conquista em favor da igualdade e valorização da mulher que atua na engenharia, principalmente em relação à remuneração justa.”

 A despeito disso, para Maria de Fátima Ribeiro Có, diretora de relações internas da FNE, a profissão deixou de ser tabu quanto ao gênero. “Exceto por uma cultura antiga e superada de que a engenharia é masculina, não há nenhum motivo para as mulheres não participarem da profissão tanto quanto os homens. Tanto que sua presença vem crescendo paulatinamente, mas é necessário avançar nisso”, ressalta Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação. Nesse contexto, ele considera que tanto as escolas de engenharia devem atrair as jovens estudantes quanto os gestores do setor têm que pensar em políticas que tornem a área um lugar atrativo para a mulher. “O Brasil que vai precisar cada vez mais de mão de obra qualificada de alto nível, especialmente de engenheiros, ao seu desenvolvimento não pode abrir mão de mais de 70% desses cérebros, como ocorre hoje”, conclui.

 Melo complementa que é mister “política pública de incentivo a que as meninas não escolham já na transição do ensino fundamental para o médio, como acontece atualmente, um futuro como o de sua avó, mas que possam vislumbrar a não necessidade de sacrificar uma carreira pela questão de gênero”. E assevera: “Na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, através do Programa Mulher e Ciência e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), estamos gestando um programa específico sobre isso.”

terça-feira, 5 de março de 2013

Curso de Pós - Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho: Qual sua importância?


  A FEITEP - Faculdade de Engenharias oferece o curso de Pós- Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, mas afinal, quem são esses profissionais? O que fazem? Onde atuam?


  A Engenharia de Segurança do trabalho é o ramo da engenharia responsável por prevenir riscos à saúde e à vida do trabalhador. O engenheiro de segurança do trabalho tem a função de assegurar que o trabalhador não corra risco de acidentes em sua atividade profissional, sejam eles danos físicos, sejam danos psicológicos. Esse profissional administra e fiscaliza a segurança no meio industrial, organiza programas de prevenção de acidentes, elabora planos de prevenção de riscos ambientais, faz inspeções e emite laudos técnicos. Assessora empresas em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando instalações e os materiais e processos de fabricação utilizados pelo trabalhador. Orienta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) das companhias e dá instruções aos funcionários sobre o uso de equipamentos de proteção individual. Pode, ainda, ministrar palestras e treinamentos e implementar programas de meio ambiente e ecologia.

  Dados de 2009 do Ministério da Previdência mostram que o número de acidentes de trabalho no Brasil cresceu 86,5% entre 1999 e 2009, e o governo já declarou que a quantidade pode ser ainda maior. Para completar o cenário, a economia brasileira encontra-se em um momento de expansão, com produção industrial sólida em diversos setores. Mais companhias produzindo mais significa mais trabalhadores em atividade - o que, em princípio, pode aumentar o número de acidentes. "Qualquer tipo de empresa precisa do engenheiro de segurança no trabalho, especialmente aquelas que concentram maior risco à saúde dos funcionários", afirma o professor Luiz Felipe Silva, coordenador do curso da Unifei. Assim, companhias de áreas como siderurgia, mineração e metalurgia aquecem o mercado para esse profissional. O engenheiro encontra com facilidade emprego em empresas de médio e grande portes, que mantêm equipes para cuidar de assuntos relacionados à segurança. Como autônomo, pode prestar consultoria a empresas, elaborando laudos ergonômicos e avaliações de riscos físicos. Em todas as regiões do país existe demanda, mas o Sudeste, por reunir o maior número de grandes indústrias e companhias, concentra o maior número de vagas. 

  Salário inicia: R$ 3.270,00; fonte: Confea

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mercado de Oportunidades.


Foi-se o tempo das vacas magras no mercado de trabalho dos engenheiros civis. Se na "década perdida" de 1980 a oferta de vagas era tão baixa que os recém-formados preferiam migrar para o setor financeiro, onde eram mais bem remunerados, hoje o aquecimento da Construção gera tanta demanda por profissionais qualificados que os alunos já são contratados antes mesmo de se formar. No entanto, mais do que engenheiros "genéricos", as empresas precisam de especialistas – em gestão, produção, orçamento, coordenação de obras, entre outros. E, com falta de "material humano" de qualidade no mercado, as empresas estão apostando cada vez mais na formação de seus próprios quadros internos.O setor está crescendo e deve continuar assim nos próximos anos. Incorporadoras e construtoras aproveitam o momento favorável para lançar mais empreendimentos. 

Com tantos projetos tocados ao mesmo tempo, a principal dor de cabeça dessas empresas é como supervisionar todas as obras simultaneamente e com qualidade. Dessa necessidade imediata deriva o primeiro dos campos de especialização mais promissores do mercado: o planejamento de obras.

O papel do engenheiro de planejamento é fundamental para determinar a velocidade e a estratégia com que as obras serão executadas. "Com o grande volume de lançamentos, cada vez mais o planejamento deverá ser elaborado como visão da empresa e não por cada gestão de obra", afirma o diretor técnico e de obras da Goldzstein Cyrela, Rogério Raabe. Para o vice-presidente do SindusCon-SP (Sindicado da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Francisco Vasconcellos Neto, os engenheiros dessa área não podem se iludir, achando que basta dominar um software de planejamento para fazer bem seu trabalho. Em sua opinião, falta no mercado um curso de especialização forte nesse segmento.

Com o aumento do número de obras é preciso, também, lidar com um grande número de projetistas. Portanto, há espaço também para engenheiros capacitados em Gerenciamento de Projetos. O diretor de engenharia da CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário), Cláudio Sayeg, cita três das principais competências necessárias a esse profissional. Primeiro, ele precisa ter um domínio técnico básico, mas amplo, das várias especialidades que compõem a edificação. Segundo, deve conhecer as tecnologias mais usadas no segmento de construção em que atuará – popular, comercial ou de alto padrão. Por fim, deve saber interpretar os diversos projetos de um empreendimento e identificar as implicações no orçamento, na execução, no cronograma etc. "Não basta ler superficialmente os desenhos, é preciso saber o que há em suas entrelinhas", explica Sayeg.

Outra implicação do mesmo problema é a crescente demanda por projetos disciplinares e de sistemas prediais – fundações, estruturas, instalações elétricas, hidráulicas, ar-condicionado, impermeabilização e assim por diante. Para os interessados em seguir por essas áreas de especialização, as perspectivas são atraentes. "Os projetistas contratados pelas construtoras acabam sendo sempre os mesmos, pois são os que têm mais experiência para atender às demandas do mercado", afirma o diretor presidente da Sinco Engenharia, Paulo Sanchez. "Há escritórios dispensando trabalhos porque não têm condições de atender a tantos pedidos."

A área de Engenharia de Produção na Construção é também apontada como promissora. "Faltam pessoas que façam projetos executivos de qualidade, que ajudem a melhorar a produtividade nos canteiros", revela Sanchez. Como exemplos, ele cita a carência por projetistas de fôrmas e de alvenaria. Rogério Raabe, da Goldzstein Cyrela, acredita que há muito também a ser explorado por engenheiros de Logística. "Esta função é muito importante para a produção devido à grande demanda por equipamentos, ferramentas e sistemas construtivos industrializados."

Para Luiz Henrique Ceotto, diretor de Construção da Tishman Speyer, a figura do engenheiro de manutenção também tende a adquirir importância dentro das construtoras. Trata-se de um profissional que supervisiona se os sistemas do edifício estão sendo projetados de forma a facilitar intervenções futuras para reparos e renovações. Atua também no pós-venda, realizando o levantamento estatístico e o diagnóstico das ocorrências de manutenção. "Ele deve ter domínio de elétrica ou hidráulica, mas precisa ser, antes de tudo, um engenheiro civil", explica.

Falta experiência

Depois de anos seguidos vendo os engenheiros civis formados migrando para outras áreas de atuação, as empresas do ramo da Construção vêm enfrentando dificuldades para encontrar profissionais qualificados para os cargos de maior responsabilidade.

Em uma trajetória normal, assumem os postos de gerência os funcionários mais experientes dos quadros internos, que já acompanharam pelo menos o ciclo completo de uma obra. Os promovidos, com auxílio financeiro da empresa, complementam seu conhecimento prático com uma formação teórica em cursos de pós-graduação de médio e longo prazo, como as especializações lato sensu e os MBAs. Porém, com o aumento repentino do volume de trabalho, as empresas não têm conseguido esperar que seus funcionários adquiram maior experiência antes de assumir tais postos. "Muitos aumentaram seu patamar salarial e de responsabilidade, mas em alguns casos não estavam preparados para isso", afirma Sanchez, da Sinco. "Pode ser que colhamos frutos não muito bons desse crescimento abrupto", alerta.

Para o professor Francisco Ferreira Cardoso, coordenador do curso de MBA em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, os engenheiros devem conter a ansiedade e não ter pressa para realizar sua pós-graduação. "Se o aluno tem uma vivência profissional maior, os conteúdos abordados são mais bem absorvidos, há uma troca de conhecimentos mais efetiva", explica. Na seleção dos alunos para o curso que coordena, Cardoso dá preferência àqueles que tenham entre cinco e sete anos de experiência de mercado. Alunos recém-formados até são admitidos, mas são exceções. "Geralmente não passam de três em uma turma de 30."

Esses cursos, portanto, não se prestam às empresas ou aos profissionais que procuram resultados mais imediatos. Para isso existem os cursos de curta duração, de até seis meses, criados pelas instituições de ensino para atender a demandas pontuais. "São cursos que oferecem conhecimentos em áreas mais específicas", explica o coordenador do Pece (Programa de Educação Continuada da Poli-USP), Jorge Luis Risco Becerra. "Eles também são procurados por ex-alunos de faculdades com currículos deficientes, que querem preencher lacunas na formação." Segundo ele, atualmente os cursos de treinamento da instituição mais procurados por engenheiros civis são os de Engenharia de Túneis e de Pavimentação.

FONTE: FEITEP


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Demolição silenciosa de arranha-céus gera energia no Japão.


Uma empresa de construção japonesa está a usar uma nova técnica para gerar energia ao demolir um arranha-céus em Tóquio, andar por andar, o processo é inédito. 

A Taisei Corporation está a utilizar uma técnica batizada de "Ecological Reproduction System" (Tecorep) para gradualmente ir fazendo baixar a gigantesca torre do Grand Prince Hotel Akasaka.

Quem observa diariamente a técnica fica incrédulo. O edifício, com 140 metros de altura, está agora com 110 metros. É um método com menos impacto ambiental quando comparado com os atuais métodos de demolição.

Imagem do interior da torre Grand Prince Hotel Akasaka
Primeiro, tudo é retirado do edifício, sendo que os andares de cima são isolados dos inferiores para minimizar possíveis estragos. Os andares de baixo vão sendo deitados por terra, um por um, começando pelo chão e retirando tudo o que é estrutural e cimento.

O material é transportado através de uma grua no interior do edifício que gera energia através do movimento. Essa energia acaba por ser usada para fornecer eletricidade a outros equipamentos envolvidos na demolição.

Todo o equipamento e estruturas do interior podem ser reutilizados, sendo a energia produzida 100 por cento limpa.

De acordo com a Taisei, que já andava a investigar novos métodos para demolir edifícios desde 2008, com esta nova tecnologia as emissões de carbono são reduzidas em 85 por cento, o ruído para entre 17 e 23 decibéis e os níveis de poeira em 90 por cento. Além disso, a demolição pode ser feita sem ter em conta as condições climáticas.

Assista uma parte da demolição do edifício em Tóquio AQUI.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mais hidrelétricas com reservatórios.


  Mesmo as "fontes limpas" de energia causam impacto ambiental, na geração ou no seu uso. O Brasil é privilegiado por compor grande parte de sua matriz energética com fontes limpas, especialmente na geração de eletricidade - pelo menos por enquanto. As pequenas, médias e grandes hidrelétricas respondem por mais de 80% da eletricidade que chega aos lares, ilumina cidades, movimenta indústrias e outros tipos de empresas.

  A extensão territorial em uma posição geográfica que vai do Equador a zonas temperadas ao sul do continente faz com que o Brasil se beneficie de diferentes regimes de chuvas durante o ano. O Nordeste, que tinha apresentado uma leve recuperação na segunda-feira, viu o nível de seus reservatórios recuar de 29,62 para 29,57 por cento, enquanto que no Sul, o nível das reservas caiu de 49,58 para 49,35 por cento. O Sudeste continua com aumento do armazenamento, que passou de 30,43 por cento na segunda-feira para 30,88 por cento na terça-feira. No Norte, o nível também subiu passando de 42,47 para 42,74 por cento.

  Por isso, enquanto rios estão caudalosos em uma área, podem estar relativamente secos em outras. Como o sistema elétrico é nacionalmente interligado, por meio de linhas de transmissão que se entrelaçam em determinados pontos de intercâmbio, é possível transferir eletricidade de regiões onde haja excedentes para as que enfrentam escassez temporária. Um órgão colegiado, o ONS, opera esse sistema com reconhecida competência, buscando despachar prioritariamente a energia mais barata e próxima dos centros de consumo, com a preocupação de assegurar uma reserva para o futuro.

  Nesse processo, que envolve planejamento plurianual e acompanhamento diário das curvas de oferta e consumo de eletricidade, os reservatórios das hidrelétricas cumprem papel fundamental. A água armazenada em reservatórios é essencialmente o que forma essa reserva. As demais fontes de energia são despachadas, da mais barata para a mais cara, a fim de ajudar na administração dessa reserva, ou então por questões técnicas (reforço da rede junto aos centros de consumo) e disponibilidade sazonal - caso da biomassa nos meses da colheita de cana-de-açúcar, por exemplo. 

  Os reservatórios no Brasil são antigos. Muitos surgiram em um período que não havia tanta preocupação com o meio ambiente e respeito a comunidades afetadas pela inundação. Por causa disso, foi-se do oito ao oitenta, e as novas hidrelétricas no Brasil são licenciadas sem reservatórios, mesmo quando existe a possibilidade de formá-los com o menor impacto ambiental possível. O resultado é que o país, agora, precisa de uma retaguarda de usinas termoelétricas que, além de gerarem uma eletricidade mais cara, causam mais impacto ambiental que um reservatório com igual capacidade de produção de energia.

  É um contrassenso, e, na prática, estamos vendo este ano a consequência dessa política bisonha. A maior parte dos reservatórios se concentra nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, nas quais as chuvas atrasaram e podem não ser suficientes para recompor o volume de água necessário ao funcionamento previsto das hidrelétricas. Usinas termoelétricas precisarão funcionar por mais tempo, o que pesará sobre as tarifas de energia. E ambientalmente 2013 será um ano negativo, pois o país emitirá mais gases poluentes. A política contrária a reservatórios precisa ser revista. 

Fonte: ANACE

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A era das lâmpadas incandescentes está chegando ao fim


   Uma das invenções mais importantes da história só poderá ser vista em museus dentro de alguns anos. A lâmpada incandescente, inventada por Thomas Edison em 1879, terá a venda proibida em diversos países do mundo até o final do ano. No Brasil, o banimento será gradual até 2017. O problema das incandescentes é o consumo de energia. Essas lâmpadas convertem só 5% da eletricidade consumida em luz — o restante é eliminado em forma de calor. Em um mundo cada dia mais preocupado com as questões de sustentabilidade e de redução de custos, não há mais espaço para um desperdício desse tamanho. O argumento pró-aposentadoria das incandescentes ganha força quando se examinam as opções disponíveis — e as novidades que estão a caminho. 

   De certa forma, chegou a vez de a iluminação ganhar destaque no que se convencionou chamar de eficiência energética. Um refrigerador hoje gasta metade da energia que um fabricado em 1993. Uma lâmpada de LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz) gasta um décimo da energia de uma incandescente e dura muito mais, até 40 anos. Por enquanto, seu preço ainda é uma barreira. Nos Estados Unidos, custa, em média, 15 dólares, e no Brasil, 80 reais. Mas, segundo um estudo da consultoria americana McKinsey, isso não deve ficar assim por muito tempo. 

  A previsão é que os valores tenham uma queda de 30% ao ano até 2016. A McKinsey calcula que, dentro de oito anos, a tecnologia LED passará dos atuais 7% de participação no mercado mundial de iluminação para 50%. As novas lâmpadas, dessa forma, seguiriam o padrão de produtos com tecnologia de ponta. Na década de 50, com o início da popularização das TVs, as famílias americanas gastavam 10% de sua renda anual para comprar um aparelho. Hoje, o preço de um produto comparável equivale a 0,8% da renda. O que dá sustentação à ideia de que as lâmpadas mais eficientes vão se espalhar pelo mundo é o incentivo financeiro. Ao aderir, os consumidores gastam menos com energia. De acordo com estimativas, para cada tonelada de CO2 que uma empresa deixa de produzir ao trocar suas lâmpadas, há redução de 183 dólares por ano nos gastos com energia. 

  Nos cálculos do Departamento Nacional de Energia dos Estados Unidos, a troca de lâmpadas incandescentes por LED nas residências gera uma economia de até 50 dólares por ano. "O gasto com iluminação representa, em média, 20% do consumo mensal de energia de uma residência no Brasil", diz Gilberto Januzzi, professor de sistemas energéticos da Unicamp. "Com a troca de lâmpadas, pode cair para menos de 10%." Além das lâmpadas de LED, começam a aparecer alternativas nas prateleiras dos supermercados dos países ricos — e que, mesmo com atraso, devem chegar ao Brasil. A startup americana Switch acrescentou um sistema de resfriamento líquido às lâmpadas de LED. Lançada no início deste ano, a tecnologia faz com que elas durem mais de 20 anos. 


  Nos laboratórios da holandesa Philips dá para ter uma ideia de qual é a nova fronteira nesse segmento. Lá, bactérias bioluminescentes produzem luz processando restos de material orgânico, como o lixo. No Mas sachusetts Institute of Technology (MIT), o foco é fazer o LED absorver o calor do ambiente e convertê-lo em luz. "No futuro, apenas uma fração da energia que é utilizada pelos LEDs de hoje será necessária", diz Rajeev J. Ram, professor de engenharia elétrica no MIT. Nas últimas décadas, os eletrodomésticos ficaram mais eficientes em termos energéticos, mas, como milhões de novos consumidores tiveram acesso a eles, o consumo doméstico de eletricidade aumentou. 

  Caso pesquisas como as da Philips e do MIT tenham sucesso, as lâmpadas poderão quebrar esse padrão. Com um ganho brutal na eficiência energética, talvez seja possível levar luz ao 1,4 bilhão de pessoas que ainda vivem na escuridão — sem aumentar a conta e sem agredir o meio ambiente. 

AS LUZES DO FUTURO 
Uma nova geração de tecnologias oferece a mesma quantidade de luz gastando menos energia — e já há estudos de lâmpadas que funcionam sem depender da eletricidade.Veja mais detalhes aqui





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Eletrosul inaugura usina hidrelétrica no RS

Eletrosul inaugura nesta sexta-feira a usina hidrelétrica Passo São João, no Rio Grande do Sul, que marca o retorno da estatal ao mercado de geração hidrelétrica com um empreendimento 100% da companhia.



A usina, de 77 megawatts (MW), recebeu investimentos de R$ 600 milhões e foi arrematada em leilão realizado em dezembro de 2005, após a empresa ter sido retirada do Plano Nacional de Desestatização e autorizada a retomar os investimentos em geração e transmissão.

Além desta usina, a companhia inaugurou neste ano seu primeiro empreendimento eólico, o Complexo Cerro Chato, em Sant'Ana do Livramento, também no Rio Grande do Sul, que tem 90 MW de capacidade instalada, e também a hidrelétrica Mauá, de 361 MW, no Paraná, construída em parceria com a Copel, que detém 51% do consórcio detentor da concessão.

A Eletrosul chegou a ter mais de 6,5 gigawatts (GW) de capacidade instalada até 1997, quando suas operações no segmento de geração foram cindidas, dando origem à Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), adquirida depois pela Tractebel. Em 2004, com a implantação do novo modelo do setor elétrico, a estatal voltou a poder atuar na geração e iniciou investimentos no segmento, com uma carteira que já soma 1.848 MW, incluindo a participação em usinas como Jirau e Teles Pires, e os parques eólicos em Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar e Chuí, que somam 480 MW e devem entrar em operação até o final do ano que vem.
FONTE: EXAME

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Brasil entre os líderes em construção sustentável

O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Coucil (US GBC). "Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos". informou o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.

O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.

O ranking mundial é liderados pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido da China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que. nos Estados Unidos, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. "Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente". 

Para Casado as construções sustentáveis são uma tendência mundial. "A gente tem hoje, só em certificação Leed (leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que esse número cresce a cada dia". Desde agosto do ano passado, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim desde ano, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.

Prédios vedes.

Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbono. "Mas a gente reduz muito esses impactos", explicou o gerente. em vários países do mundo, neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. "Acredito que, em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil".

Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. "Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no curso operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos". O custo operacional fica, em média, entre 8% e 9% mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. "A contrapartida vem no custo operacional. Acaba sendo mais barata a operação e ele equilibra esse custo financeiro".

O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudos. "Isso acaba barateando o custo operacional".
FONTE:  Portal Brasil

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quem serão os profissionais mais disputados de 2013


Com a proximidade do final do ano, é comum despontar na mídia previsões sobre o que vai acontecer nos próximos doze meses. No mercado de trabalho não é diferente. Já se fala, por exemplo, que com a possível retomada de crescimento da economia brasileira a geração de empregos formais voltará a aquecer em 2013. Outra boa notícia - esta suportada por pesquisas e estudos que vêm sendo desenvolvidos sobre o futuro do mercado de trabalho - é que, ao longo da próxima década, também deve aumentar a demanda no país por profissionais com visão de negócios voltada para temas como inovação, qualidade de vida e sustentabilidade. Além disso, oportunidades para carreiras profissionais que inclusive ainda nem existem também devem ser criadas.
Para quem ainda está decidindo qual profissão seguir, uma boa referência é a pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020”, que aponta nove profissões do futuro, conforme os maiores índices de perspectivas profissionais. Realizado pela FGV-RJ a pedido da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estudo mostra que a procura maior será por profissionais nos ramos de engenharia, compras, comercial, gestão de qualidade e tecnologia da informação (clique aqui para acessar os resultados da pesquisa).
Entre os profissionais que serão mais disputados pelo mercado de trabalho já em 2003 estão, na opinião de Leonardo de Souza, diretor da Michael Page, engenheiros civis, mecânicos e eletricistas. Ele inclui ainda nessa lista os profissionais de projetos, os que trabalham na área de Pesquisa & Desenvolvimento e aqueles com experiência na arquitetura de sistemas de e-commerce/internet. “Além das competências técnicas para cada uma dessas profissões, é cada vez mais importante que os profissionais tenham competências de liderança para a condução de equipes, visão de negócio, mobilidade para mudanças e habilidade em outros idiomas”, afirma Souza.
Mas antes de sair apostando todas suas fichas nas profissões tidas como as mais promissoras, vale seguir algumas recomendações. Andrea Huggard Caine, diretora de Certificação Profissional da ABRH-Nacional, ressalta, por exemplo, a importância de as pessoas trabalharem com algo que realmente gostem. “Isso é fundamental porque dá brilho nos olhos, aumentando a probabilidade de o profissional dar certo e, consequentemente, ser bem remunerado.” Ainda sobre a remuneração, ela observa que o salário não é a única moeda a ser considerada para a escolha entre uma ou outra profissão. “Ambiente de trabalho, aprendizado contínuo, crescimento acelerado, exposição à liderança, possibilidade de participar de projetos interessantes e trabalhar com inovação, bons benefícios e certa estabilidade também são moedas a colocar na balança.”
Sobre as competências necessárias para ser um desses profissionais do futuro, Andrea destaca que é preciso ser articulado e saber fazer conta. “Pode parecer óbvio, mas nem sempre são coisas tão fáceis, porque a forma de se expressar no trabalho é diferente do que muitas vezes fazemos na universidade.” Fora os cálculos específicos de cada área, ela sugere que os profissionais também saibam o básico de estatística e finanças. “Quem não entende estatística não consegue analisar pesquisas, métricas e informações com qualidade. E quem não entende o básico de finanças não consegue entender os fundamentos de qualquer empresa.”
Independentemente da profissão, para aumentar as chances de ser bem-sucedido, também é preciso se manter sempre bem informado e atualizado. Para isso, Andrea indica a leitura de revistas de atualidades e a conversa com pessoas que já estejam trabalhando há algum tempo em posições mais representativas. “Observe a linguagem e a forma que os outros estruturam pensamentos. E aprenda a aprender. Isso vai lhe dar autoconfiança”, finaliza.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Projeto da construção do Centro Cívico em Maringá.

O local escolhido para implantar o projeto Eurogarden é no antigo Aeroporto de Maringá, onde possui 57.8 alqueires.


A secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan) promoveu no inicio desse ano uma audiência pública para a apresentação do projeto para a construção do centro cívico de Maringá e a criação da Zona Especial 23. O projeto abrange a área do aeroporto antigo do Município, e será chamado de Eurogarden.

O principal tema da apresentação foi a dicisão da zona Especial 16 em duas partes, uma pública e a outra privada, que ficaria nomeada como Zona Especial 23. A audiência também abrodou os termos da legislação que vai definir os padrões, parâmetro e coeficientes das construção no local. A área corresponde a 57,8 alqueires.

A apresentação foi feita pelo arquiteto e membro do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial (CMPGT) Edson Cardoso. "Desenvolvemos um projeto buscando a interação da área pública com a área privada, buscando ideia que contribuam com a melhoria da qualidade de vida da população", comentou o arquiteto.

Segundo Cardoso, o projeto prevê a construções de uma parque com 3.5 quilômetros, construções com tetos verdes e iniciativa sustentáveis como captação de água da chuva. "Nossa proposta de inclusão da área pública nas diretrizes viárias do loteamento foi aceita pela União, visto que o projeto vai gerar benefícios para a cidade e para a população das áreas vizinhas", explicou.

O secretário de Planejamento, Walter Progiante, destacou que área vai ligar diversos bairros da cidade "trata-se de uma área enorme com características excepcionais em termos de topografia, que vai permitir alternativas viárias de ligação entre Maringá e Sarandi e entre os moradores do Residencial aeroporto, Bertioga e Del Plata com o centro da cidade", afirmou.

O Centro Cívico ainda está em fase de apresentação e mudanças no projeto e não possui previsão para o início das obras. A opinião das pessoas presentes na audiência pública será levada ao CMPGT para que, futuramente, o projeto de lei seja finalizada para entrar em votação na Câmara Municipal de Maringá (CMM).

Veja o vídeo do projeto Eurogarden.


FONTE:  GAZETA MARINGÁ





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Maringá ganha incentivo do Governo Federal para o setor da construção civil.


Com a injeção de mais de R$ 2 bilhões em financiamentos mais baratos para a indústria do setor e a redução da carga tributária na construção civil, o Governo Federal quer reaquecer o segmento. A medida foi anunciada ontem pelo ministro da fazenda Guido Mantega. Em Maringá, a notícia surpreendeu e, ao mesmo tempo, animou representantes do setor.
Segundo empresários e o sindicato dos trabalhadores, a construção civil vive um bom momento. "O mercado está estável, o que é um bom sinal. Esperamos que com essas medidas anunciadas pelo governo, a situação melhore ainda mais", comentou o presidente da Central de Negócios Imobiliários de Maringá, Claudiomar Sandri.
De acordo com o empresário, após uma grande alta dos preços, ocorrida há pouco mais de um ano, o mercado passou por uma estabilização. "Houve uma alta significativa no valor dos imóveis, mas, hoje, a situação está equilibrada. Mesmo assim, o giro é grande em Maringá. Pessoas de outras cidades e até países investem aqui", destacou.
O presidente do sindicato que representa as revendas de produtos para a construção civil (Simatec), Valdeci Aparecido da Silva, também ficou animado com a notícia. "Para 2012, projetamos crescer 10%, mas aumentamos, em média, 8% o nosso faturamento. Foi um bom crescimento. Para 2013, a nossa estimativa é de que a gente cresça em torno de 8%", ponderou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário (Sintracom), Jorge Moraes, ficou surpreso com a informação. Segundo ele, hoje, a principal necessidade é a de mão de obra qualificada. "Falta gente em todos os setores da construção. As empresas sabem disso e se programam para evitar que a obra fique parada", ressaltou.
Segundo Moraes, cerca de 10 mil pessoas dependem, hoje, da construção civil em Maringá e região. "A remuneração está boa. O bom profissional ganha o quanto quiser na profissão. Com essa medida, a situação deve ficar ainda melhor", declarou.
As mudanças começam a valer a partir de março do ano que vem. Além da injeção para o financiamento, as empresas do setor passarão a recolher a contribuição previdenciária dos trabalhadores com uma alíquota de 2% sobre o faturamento bruto - a alíquota de 20% sobre a folha de pagamento será zerada. Com isso, a renúncia fiscal da Receita Federal será de R$ 2,85 bilhões em 2013.
Mantega ressaltou que a medida é de caráter permanente. De acordo com a legislação em vigor, criada no programa Brasil Maior, a desoneração da folha de pagamentos vai até dezembro de 2014.
Segundo o ministro,hoje, as empresas recolhem R$ 6,2 bilhões, por ano, à Previdência. Com a nova fonte de tributação (o faturamento bruto, e não mais a folha de pagamento), vão pagar R$ 3,4 bilhões anuais.
"São R$ 2,8 bilhões a menos que o setor pagará para o ano. Poderá reduzir preços dos imóveis, aumentar produtividade e ampliar os investimentos no setor", declarou Mantega.