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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

R$13 bilhões o que movimentam os edifícios sustentáveis no Brasil.

O mercado da construção sustentável tem passado ileso pelo desempenho errático da economia brasileira nos últimos anos. De acordo com um estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young), em 2012, os prédios verdes movimentaram R$ 13,6 bilhões no país.

A pesquisa, feita a pedido do GBC Brasil, braço local do americano Green Building Council, entidade que concede o selo Leed de construção sustentável, indica que o valor dos imóveis que reivindicam a certificação alcançou 8,3% do total do PIB total de edificações em 2012, que foi de R$ 163 bilhões.

De acordo com a consultoria, a demanda do consumidor por esse tipo de edifício e a crescente evidência de que eles conferem vantagens de mercado quantificáveis - que vão da economia de energia e corte de custos operacionais à valorização imobiliária – contribuem para a alta desse mercado.

“Percebemos que a certificação desperta interesse dos investidores, principalmente em empreendimentos comerciais de alto padrão”, diz Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY.

Certificações

A pesquisa levou em conta projetos registrados para o selo Leed. Mas além das certificação americana, é possível pleitear o selo Aqua de construção sustentável, concedido pela Fundação Vanzolini.

Entre 2009 e 2012, o número de certificações de prédios segundo padrões ecológicos cresceu 412% no Brasil. São Paulo é o estado com mais edifícios certificados, seguido do Rio de Janeiro e do Paraná.

Infográfico mostra os números do mercado da construção sustentável no país.

Fonte: FEITEP

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

142 obras foram constatada irregulares em Maringá.

Construções foram paralisadas pelos fiscais da Prefeitura por apresentarem irregularidades. Iniciar as obras sem alvará é a causa mais comum

A Prefeitura de Maringá embargou neste ano 142 obras da construção civil. Isso significa que uma obra é paralisada na cidade a cada 40 horas. Para o gerente de Fiscalizações da Secretaria de Gestão, Adeilson Renato da Silva, o número assusta, mas é considerado baixo. "Fazemos muitas fiscalizações por mês. Em média poderíamos dizer que de cada 50 construções, uma é embargada no município", afirma.

Mais da metade desses embargos (75 casos) ocorreram em função do responsável ter iniciado as obras sem alvará. Cinquenta se regularizaram após a notificação. Onze foram multados por motivos como modificações de projetos originais, descarte irregular de resíduos, entre outros, e seis ainda aguardam recurso.

O alvará, segundo Silva, é essencial para iniciar a obra, pois assegura que os procedimentos obedecem a legislação. "Existem normas a serem verificadas antes de iniciar uma construção, como se o local planejado possibilita o tipo de construção desejada, análise do projeto para checar o recuo mínimo ou áreas permeáveis, entre outros".

Para agilizar a emissão do alvará, incentivando a legalização das construções, a Prefeitura criou o projeto "Agiliza Obras", que emite o documento em até 15 dias. "Reforçamos nosso setor de fiscalização para dar maior agilidade a este trabalho", diz o diretor de Fiscalizações, Marco Antônio Azevedo.

Outra causa comum de embargos são as reforma em apartamentos e casas antigas. "Toda obra que modifica o projeto original deve ter autorização da Prefeitura, além de ser acompanhado por um engenheiro civil.", diz Azevedo.

Para o gerente regional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) em Maringá, Hélio Xavier, o acompanhamento realizado em Maringá é eficiente. "São utilizadas tecnologias de georeferenciamento que registram o início de novas obras em toda a cidade, permitindo uma rápida fiscalização", explica.

Xavier ressalta, no entanto, que em muitos municípios os embargos são utilizados de forma política. "As fiscalizações não são eficientes, seja por falta de profissionais habilitados ou por motivos de apadrinhamento. É necessário responsabilidade, pois o embargo não é uma mera punição, mas uma garantia de segurança aos futuros usuários dos imóveis".

PRINCIPAIS CAUSAS
Falta de alvará
Reformas sem autorização
Obra diferente do projetado
Responsável sem habilitação
Descarte irregular de resíduos

Fonte: FEITEP

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Nova norma da ABNT para estruturas de aço em caso de incêndio.

Atualização da norma incluiu procedimentos para obtenção dos esforços solicitantes e esforços resistentes de cálculo, além de critérios para evitar o colapso estrutural e prejudicar a fuga dos usuários da edificação

Entra em vigor no dia 14 de setembro a nova NBR 14323 - Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios em situação de incêndio. A norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece os requisitos de resistência ao fogo para estruturas, com base no método dos estados-limites. O texto da normativa antiga era de 1999.

De acordo com o secretário da comissão de estudos que coordenou a revisão, Ricardo Hallal Fakury, a nova normativa traz modificações em relação aos métodos e procedimentos para obtenção dos esforços solicitantes e esforços resistentes de cálculo. Além disso, a NBR 14323 passou a incluir em seu texto o dimensionamento de perfis formados a frio.

Fakury ainda destaca que a norma deve evitar o colapso estrutural em condições que prejudiquem a fuga dos usuários da edificação e, quando for o caso, evitar soluções que prejudiquem a aproximação e o ingresso de pessoas e equipamentos para as ações de combate ao fogo.

A NBR 14323 está disponível para compra no site da ABNT.

Fonte: FEITEP

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lajes mais leves com a utilização de esferas plásticas.


Em construção em Brasília, o novo Centro Administrativo do Distrito Federal está apostando em uma tecnologia bastante utilizada na Europa. Para reduzir o peso próprio das lajes planas, o consórcio formado por Odebrecht e Via Engenharia adotou o sistema patenteado BubbleDeck. As pré-lajes são içadas em painéis de armaduras com esferas plásticas confinadas. Os vazios formados pelas esferas reduzem em até 35% o peso próprio em relação a uma laje comum.

O sistema utilizado em obras em mais de trinta países, entre eles Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca fez algumas incursões no Brasil em meados da década de 2000, mas só agora volta em uma grande obra.

As esferas plásticas são produzidas com polipropileno e são inseridas entre duas telas de aço. A execução de uma laje é feita basicamente em quatro etapas. Após a fabricação dos painéis na fábrica, se inicia a execução do escoramento e a colocação da malha inferior do módulo. Depois da colocação das esferas, a malha superior é soldada e o módulo é concretado in loco.

O uso das esferas dispensa a necessidade de vigas e reduz o número pilares, permitindo vãos maiores. O sistema também proporciona, de acordo com o fabricante, maior isolamento acústico e térmico e, em caso de incêndio, as esferas carbonizam sem emitir gases tóxicos.

A obra dos 16 prédios do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF) possuem o cronograma de produção de 1.000 m² de painéis BubbleDeck por dia, o que, segundo os engenheiros responsáveis, representará uma redução do consumo de concreto e do uso de escoramento em relação ao projeto original.








Fonte: FEITEP





terça-feira, 23 de julho de 2013

Automação residencial é uma realidade cada vez mais presente em nossos lares

Os projetos normalmente começavam por meio do Home Theater com o controle de todo o sistema de áudio e vídeo, além do som ambiente da residência, e se expandiam na medida em que se conheciam os benefícios da integração com o controle da iluminação, das cortinas, do ar condicionado, controle do piso aquecido, toalheiro elétrico, desembaçador de espelhos, controle da clarabóia, entre outros dispositivos que podem ser controlados. Já os sistemas de automação tinham que ser adaptados pela criatividade e pela exigência do mercado, sem que houvesse uma única solução integrada de um único fabricante. Esses projetos demoravam alguns anos para serem concretizados, eram complexos e necessitavam de um especialista - o integrador de sistemas - que cuidava de todo o processo que envolvia tecnologia.

Em 2000 foi fundada a Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial), cuja missão é fomentar a adoção destas tecnologias no país por meio de eventos, capacitação de profissionais da construção civil e formação de novos integradores. Ainda neste período, começaram a surgir empresas brasileiras com soluções próprias, reforçando o crescimento do mercado brasileiro, que chegou a aproximadamente 40% naquele ano. Uma pesquisa recente mostra que o mercado brasileiro conta com mais de 40 empresas fabricantes de soluções e mais de 200 integradores em todo território nacional.

No início do ano, a Aureside divulgou um crescimento médio de 35% nos últimos três anos. A mesma pesquisa mostrou que os custos dos produtos de automação tiveram redução de cerca de 50%, ampliando o mercado de atuação. Novas soluções, como smartphone e tablets, criaram interfaces mais amigáveis, popularizando o entendimento da automação e facilitando a interação com os dispositivos da residência, promovendo novos projetos e novas soluções.

Os sistemas de automação já não são um complicador, pois hoje existem diversas soluções, com ou sem fio, com protocolos abertos ou proprietários. O processo de padronização desses produtos também se destaca, já que existem mais de 300 empresas, em grande maioria na Europa, que fabricam seus produtos com um mesmo protocolo - o KNX. Este protocolo traz flexibilidade à aplicação, já que desde um simples controle de iluminação de uma sala até um edifício comercial podem ser controlados com esse mesmo sistema, facilitando o projeto e a instalação.
Com algumas tendências que buscam construções mais sustentáveis e, ainda, com a escassez e o alto custo da energia elétrica, a automação ganha novos adeptos. Antes, as pessoas consideravam somente o conforto do usuário. Hoje, utilizam as soluções para ampliar a eficiência energética. Uma automação bem desenvolvida garante o retorno do investimento, trazendo uma redução no consumo de energia elétrica de até 40%.

Com novos produtos e soluções, como carros elétricos e a geração de energia por meio de placas fotovoltaicas que, com a resolução 482 da ANEEL, torna-se viável no Brasil, torna-se necessário saber o quanto se gasta e o quanto se gera de energia. Para isso, as concessionárias estão se adaptando e, mais uma vez, a automação será um ponto de integração entre esses novos produtos.

A evolução da automação não vai parar, tornando-se cada vez mais necessária a utilização de sistemas inteligentes. Governos e entidades normativas brasileiras já estão criando incentivos e normas para a utilização desses recursos. Nos próximos anos, a evolução do país na área de energia elétrica poderá ser um gargalo. Por isso, a automação se perpetua e torna-se indispensável na vida moderna.

Não erraria em dizer que a automação ainda se conectará às redes sociais descobrindo seu humor e adaptando a sua residência para a chegada em casa. Mas, isso deve ser apenas a próxima evolução.

Fonte: Voltimum

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O maior edifício da América do Sul.



Começaram as obras do Infinity Coast, considerado o maior edifício residencial da América do Sul. Projetado pelo arquiteto Andres Juan Bandeo, o empreendimento em Balneário Camburiú, Santa Catarina, terá 240 metros de altura e 66 andares, cada um com dois apartamentos de duas ou três suítes. A obra é inspirada em construções de Dubai.

Localizado em um terreno 4.500 m² na Barra Norte, na esquina das ruas Julieta Lins e Avenida Brasil, o edifício terá uma infraestrutura de resort com 23 itens, incluindo spas externos, mini golf, muro de escalada, cinema, pub Infinity, pomar, game station, wine bar e health club com academia, estúdio de pilates, sauna seca e úmida, sala de massagem e sala de descanso.

O projeto estrutural, desenvolvido pelo escritório Kálkulo de Curitiba, passou por acompanhamento da empresa britânica Building Research Establishment Ltd (BRE). A fundação adotada para a construção da torre é a de estaca escavada com polímero de diâmetro de 1,5 metros e 28 metros de profundidade, mais três estacas raiz com diâmetro de 12 polegadas. Essas três últimas estacas são embutidas na escavada e possui comprimento 10 metros maior do que a escavada. Tudo isso totaliza em média 38 metros de profundidade e 125 estacas de 1,50 metros cada.

Segundo o engenheiro responsável pelo projeto, André Capri Bigarella, a estrutura será feita com pilares de concreto e fechamento em parede de concreto em toda a periferia do prédio. A alvenaria será utilizada somente nas divisórias internas dos ambientes. "Todo o projeto é diferenciado, são 15 pilares de pavimento tipo com dimensão média de 40 centímetros de largura e seis metros de comprimento", explica.

Ainda segundo o engenheiro, entre os principais desafios da obra está a altura, que dificulta o transporte vertical de materiais e pessoas, a segurança do trabalho e o revestimento externo do edifício. Após a obra, no entanto, a altura do edifício será benéfica: a energia de descida dos quatro elevadores será armazenada e utilizada para iluminação das áreas comuns.

A previsão de entrega do Infinity Coast é no final de 2017.

Fonte: FEITEP

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Três pavilhões do Parque Olímpico começam a ser construídos no Rio de Janeiro


Foram iniciadas as obras de três pavilhões do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, que junto ao Parque Aquático Maria Lenk, ao Velódromo e ao Centro de Tênis sediarão grande parte dos jogos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. A construção das três instalações (Hall 1, Hall 2 e Hall 3), que no Dossiê de Candidatura seria de responsabilidade do Governo Federal, foi em parte viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), licitada pela Prefeitura do Rio de Janeiro.


O Hall 1, com área de 38 mil m², abrigará o basquetebol nos Jogos Olímpicos e o basquetebol e o rugby em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos. A instalação terá capacidade para 16 mil espectadores, com cinco mil assentos permanentes e 11 mil temporários.

Já o Hall 2, com 24 mil m² e 10 mil assentos, abrigará o judô e o taekwondo nos Jogos Olímpicos e judô e bocha nos Jogos  Paralímpicos. O Hall 3, por fim,  terá 23 mil m² para abrigará a luta estilo livre e luta greco-romana nos Jogos Olímpicos e o voleibol sentado nos Jogos Paralímpicos. A capacidade também é de 10 mil torcedores.

Projetado pela filial brasileira da empresa AECOM, as obras estão sendo realizadas pela Concessionária Rio Mais (Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken). As estruturas das arenas serão feitas de concreto armado e as coberturas serão metálicas. A conclusão da obra está prevista para o segundo semestre de 2015.

Vale lembrar que no fim da semana passada, a construção do Parque Olímpico do Rio de Janeiro teve reviravolta. O Clube Esportivo de Ultraleve (CEU), que ocupa a área em que o parque será erguido, conseguiu efeito suspensivo às obras realizadas pela prefeitura e pela Concessionária Rio Mais. Com isso, parte do terreno onde as obras estão sendo construídas está interditado. Mas, segundo a assessoria do consórcio, esta interdição não está interferindo no andamento das obras, que continuam.

Fonte: FEITEP

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Concreto moderno importa tecnologia da Roma Antiga

Em uma época conhecida como Era do Conhecimento ou Era da Tecnologia, pode soar estranho o que fez uma equipe internacional geólogos e engenheiros - eles foram procurar uma solução para um problema moderno no passado remoto.

Trabalhando para tornar o concreto usado na construção civil mais durável e mais sustentável, Marie Jackson e seus colegas encontraram inspiração no concreto fabricado na Roma Antiga.

Jackson foi orientada pelo brasileiro Paulo Monteiro, atualmente professor na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos.

Concreto romano

O concreto romano, fabricado há mais de 2.000 anos, continua sustentando estruturas, sem sinal de deterioração, enquanto o concreto moderno mostra sinais claros de degradação apenas 50 anos depois de sua fabricação.

Segundo a equipe, o segredo está em um composto altamente estável, conhecido como silicato hidratado de cálcio e alumínio. É esse composto que dá liga ao concreto romano, que foi usado para construir algumas das estruturas mais duráveis do mundo ocidental.

O processo de fabricação do concreto romano também era muito menos danoso ao meio ambiente do que o atual.

O processo de fabricação do cimento portland, o principal componente do concreto, usa combustíveis fósseis para queimar o carbonato de cálcio, ou calcário, e argilas a uma temperatura de 1.450º C - 7% das emissões globais de CO2 vem da fabricação de cimento.

A produção do concreto romano, por sua vez, exigia temperaturas equivalentes a dois terços da temperatura necessária para fabricar o cimento portland. O processo, descrito no ano 30 A.C. por Marcus Vitruvius Pollio, engenheiro do Imperador Augusto, emprega cinza vulcânica, que os romanos combinavam com cal para formar uma argamassa.

Eles embalavam essa argamassa e pedaços de pedras em moldes de madeira e mergulhavam tudo na água do mar.

Ou seja, em vez de lutar contra os elementos marinhos, os maiores inimigos do concreto moderno, os romanos aproveitavam a água salgada, tornando-a parte integrante do concreto.

Essa combinação dá origem a um outro mineral, também descrito pela primeira vez pela equipe, a tobermorita de alumínio, que ajuda a explicar a resistência do concreto imperial.

Durável demais

"O concreto romano se mantém coerente e bem consolidada há 2.000 anos nos agressivos ambientes marítimos," comenta Marie Jackson. "É um dos materiais de construção mais duráveis do planeta, o que não é nenhum acidente - o transporte marítimo estava na base da estabilidade política, econômica e militar do Império Romano. Assim, construir portos que durassem era algo crítico."

E por que as fábricas modernas não usam a tecnologia romana para fazer concreto durável?

"Você pode argumentar que as estruturas originais romanas foram construídas tão bem que, uma vez no lugar, elas não precisavam ser substituídas," sinaliza a pesquisadora.

Outra razão pode ser a pressa moderna: o concreto romano não endurecia tão rapidamente quanto o concreto moderno.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Em Maringá a construção civil mantém em ritmo de crescimento.



Prefeitura de Maringá liberou neste ano praticamente a mesma área que em igual período do ano passado e previsão é que 2013 possa terminar com um novo recorde de crescimento.

O mercado da construção civil em Maringá fechou os cinco primeiros meses de 2013 em ritmo semelhante ao de 2012, ano em que o setor bateu recorde de metragem liberada para construção civil. Entre janeiro e maio desde ano, a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplan) liberou a construção de 547,9 mil metros quadrados, ante 550,2 mil em igual período do ano passado - diferença de 0.4%.

Segundo o secretário municipal Laércio Barbão (Planejamento), o número de metros quadrados de construção civil liberados pela prefeitura só não foi maior., porque funcionários de Seplan ficaram sobrecarregados no mês passado, tendo que se dedicar a projetos da própria prefeitura como escolas e creches. "Tivemos que trabalhar na priorização de projetos nossos que serão licenciados, são mais de cem projetos. Vencida essa etapa, a aprovação vai voltar ao ritmo normal", diz o secretário.

Em todo o ano passado, a Prefeitura de Maringá liberou 1,3 milhão de metros quadrados para construção civil de Maringá. "Acredito que sim, deve acontecer um novo recorde, porque tem projetos grandes em análise da prefeitura. A tendência até é que possa ultrapassar bem a marca do ano passado", prevê. 

A fala do secretário municipal, de que os servidores tiveram que tirar o pé na aprovação de projetos em maio, reflete-se nos números: mês passado foram liberados 66 mil metros quadrados, ante 189 mil, em abril. "Ainda temos muitos projetos para analisar e vários deles são grandes", revela Barbão. 

Fonte: O Diario do Norte do Paraná (Fábio Linjardi)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ensaio simula vibração da torcida na arquibancada da Arena Corinthians.

Um setor de arquibancada da Arena Corinthians, em São Paulo, foi avaliado no dia 03/05 por testes de vibração forçada. O objetivo deste trabalho é verificar a segurança estrutural do estádio que será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. A realização dos testes foi feita equipe da IEME Brasil Engenharia Consultiva, contratada pela empresa Odebrecht Infraestrutura.



O teste de vibração forçada aplica uma carga dinâmica para simular a vibração causada pela torcida de nas estruturas do estádio. A máquina trabalha com vários sensores em diversos pontos e passa o resultado para o computador. No setor em questão, a máquina simula a vibração de cerca de cinco mil torcedores.

Marco Juliani, diretor da IEME, empresa que já realizou testes parecidos na Arena do Grêmio e no Morumbi, explicou: "Nos estádios modernos, nós temos de ter estruturas que suportem esse impacto sem causar desconforto ou pânico no torcedor. E o estádio do Corinthians está dentro desse projeto." Dos locais que vão sediar a Copa do Mundo, a arena do Corinthians é o primeiro a sofrer este tipo de teste.

A obra

Em construção desde maio de 2011, a Arena Corinthians está com 75,7% de avanço nas obras e o seu término está previsto para o final deste ano.

Atualmente, a obra está na fase de montagem das estruturas metálicas do telhado do prédio oeste. As estruturas do lado leste, por sua vez, já estão prontas para receber a manta sintética da cobertura.

Na área do campo de jogo, a Odebrecht Infraestrutura executa a montagem do sistema de drenagem e resfriamento da grama, que começa a ser plantada em junho.

Há concentração ainda na execução das estruturas metálicas das grandes paredes de vidro das fachadas oeste e leste (esta será um grande telão de led) e nas instalações internas dos sistemas de ar condicionado, elétrico, eletrônico e de água e esgoto, além de outros acabamentos.




Fonte: FEITEP

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Começa esse mês a construção do maior edifício do mundo o Sky City.

O prédio mais alto do mundo vai começar a ser construído em junho na cidade de Changsha, na China. O edifício, desenvolvido pela empresa chinesa Broad Sustainable Construction (BSC), será considerado um modelo para a urbanização chinesa na verticalização de suas cidades. Apelidada de Sky City, a torre terá 838 metros de altura, 10 metros a mais do que o arranha-céu mais alto do mundo no momento, o Burj Khalifa, de Dubai.
A Sky City deverá se tornar o lar de 31 mil pessoas, com 202 andares que incluirão escritórios, um hotel com capacidade para mil pessoas, uma escola para 4600 alunos e até mesmo um hospital. O acesso será feito por 92 elevadores, escadas de 9,6 km e 17 heliportos.

Inicialmente, a BSC afirmava que iria construir a Sky City em 90 dias, até porque a estrutura será pré-fabricada. Mas as autoridades já atrasaram o projeto por estarem preocupadas com o impacto ambiental e com a segurança. Agora, estima-se que sua conclusão deva demorar sete meses.





FONTE: FEITEP

terça-feira, 4 de junho de 2013

Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza avança em ritmo acelerado


As obras do ramal Parangaba-Mucuripe, a ser operado por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avançam com a abertura de novas frentes de trabalho. Os serviços, a cargo do consórcio CPE-VLT Fortaleza – composto pelas empresas Consbem Construções e Comércio LTDA, Construtora Passarelli LTDA e Engexata Engenharia LTDA – alcançam agora as proximidades do viaduto da BR-116, no trecho sobre a avenida Borges de Melo, nas imediações do Conjunto Residencial Maravilha, onde estão sendo erguidos os pilares do elevado por onde o VLT circulará.

A construção de um muro de arrimo ao longo da via expressa, entre as avenidas Santos Dumont e Alberto Sá, no bairro do Papicu, também continua, agora avançando após a rua Júlio Abreu. Paralelo à implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga que corre paralela.

Com investimentos da ordem de R$ 265,5 milhões, o novo modal vai operar em via dupla e fará conexão ferroviária de 12,7 km entre a Estação Parangaba e o Porto do Mucuripe, sendo 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado. O Ramal passará por 22 bairros da cidade e beneficiará cerca de 100 mil passageiros/dia.

Integração 

O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada em Parangaba, que fará integração com a Estação Parangaba - linha Sul do Metrô de Fortaleza e o terminal de ônibus do Sistema Integrado de Fortaleza, a Estação elevada do Papicu (que fará a integração com a linha Leste do Metrô e o terminal de ônibus) e outro tipo de padronização para as outras oito estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate Clube.

Estão sendo construídos também dois elevados nas avenidas Germano Frank e Aguanambi, passagens inferiores nas avenidas Padre Antônio Tomás, Santos Dumont e Alberto Sá, além de passarelas dentre outros locais sobre as avenidas Expressa e Pontes Vieira. Com aproximadamente 21% da obra concluída, o VLT deverá ser entregue à população a tempo para a Copa do Mundo de 2014.

Nessa etapa, as obras vêm sendo executadas nas seguintes frentes de serviços:

Frente 1 - Estação Parangaba: execução das bases da Estação;

Frente 2 - Elevado de Parangaba: execução das bases do elevado;

Frente 3 - Pátio de pré-moldados da obra do VLT: executando as vigas (93 toneladas cada) pré-moldadas do elevado de Parangaba;

Frente 4 - Viaduto ferroviário da Aguanambi: executando pilares e iniciando o cimbramento metálico das Travessas;

Frente 5 - Ponte sobre o riacho Tauape: iniciada a escavação para a execução dos tubulões da Ponte;

Frente 6 - Viaduto ferroviário da Pontes Vieira: executando os pilares;

Frente 7 - Execução do muro de arrimo da via expressa – estação Papicu;

Frente 8 - Viaduto ferroviário da Dom Luís: execução das escavações das bases do viaduto;

Frente 9 - Superestrutura da via de Carga: execução de 21,26% da grade ferroviária;

Frente 11 - limpeza da área da estação rodoviária - Avenida Borges de Melo.

Os trabalhos estão sendo executados inicialmente em áreas onde não são necessárias desapropriações de moradores na faixa de domínio da linha. Paralelo à implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga da Transnordestina que corre paralela à linha do VLT.

Fonte: AÇO

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A eficácia de usar suspensão hidráulica ativa em coberturas.

Prédios com suspensão ativa


Em 2009, engenheiros da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, apresentaram um conceito inovador de construção adaptativa, similar ao conceito de suspensão ativa dos automóveis.

Usando elementos estruturais inteligentes, eles propõem construir estruturas que possam se adaptar às condições ambientais.

Além disso, a proposta dessa construção inteligente é obter a capacidade máxima de carga com um consumo mínimo de materiais.

Estrutura adaptativa

Agora, com a colaboração de engenheiros da empresa Bosch, eles demonstraram na prática que seu conceito é viável, construindo uma estrutura que desafia os sonhos dos mais arrojados arquitetos.

Eles construíram uma concha de madeira que é muito mais fina do que qualquer coisa considerada possível até hoje.

Com uma espessura de apenas quatro centímetros, a cobertura se estende por uma superfície de mais de 100 metros quadrados.

A extrema finura da concha foi possível graças à utilização de uma estrutura adaptativa.

Cargas de pico

Na construção civil, as estruturas sempre foram concebidas para suportar uma tensão máxima muito precisa.

Esse tipo de estresse, no entanto, geralmente só ocorre muito raramente e apenas por um curto período.

Com isto, uma grande parte dos materiais de construção usados hoje serve apenas para suportar essas cargas de pico extremamente raras, o que faz com que elas sejam efetivamente necessárias apenas muito raramente.

O objetivo das estruturas ultraleves e adaptativas é alcançar uma economia drástica dos materiais sem perda da capacidade de suportar essas cargas de pico.

E, estruturalmente, há ainda outro benefício: a estrutura ganha uma capacidade de reação a cargas dinâmicas muito maior, o que é obtido através da manipulação ativa da estrutura.


A manipulação ativa da estrutura é obtida através de elementos hidráulicos instalados nos pontos de apoio da cobertura.


Suspensão Hidráulica


No caso da concha de madeira, esta manipulação ativa é obtida através de elementos hidráulicos instalados nos pontos de apoio da cobertura.

Esses elementos geram movimentos que compensam de maneira muito precisa as deformações e tensões dos materiais causadas pelo vento, chuva, neve ou outras cargas.

Sensores registram continuamente o estado de carga em vários pontos da estrutura, acionando automaticamente os movimentos para neutralizar as variações de carga, reduzindo assim as deformações e a tensão dos materiais.

Segundo os engenheiros, essa suspensão ativa para prédios poderá ser aplicada em muitas áreas da construção civil, como em coberturas de estádios, em edifícios de grande altura, em fachadas muito largas ou em pontes.

terça-feira, 19 de março de 2013

Inovação na Engenharia Civil constroem prédios "verdes"



Que tal morar numa floresta vertical? Até o final de 2013, um grupo de italianos sortudos vai saber exatamente qual é a sensação de viver no meio de tanto verde em pleno centro urbano de Milão. É que as obras no primeiro prédio do mundo a abrigar uma floresta vertical, o Bosco Verticali, estão em pleno vapor e com previsão de término ainda para este ano.

A firma de arquitetura Stefano Boeri divulgou imagens recentes do empreendimento, que é composto de duas torres, com 76 e 110 metros respectivamente. Nas fotos, árvores atravessam o céu de Milão, erguidas por guindastes, para pousar na varanda dos apartamentos.

Mais de 900 árvores vão ocupar as varandas das duas torres, ajudando a filtrar a poluição do ar e garantir um clima ameno no interior durante o verão.

Para evitar o desperdício e como prova de sua vocação ecológica, toda a irrigação da floresta vertical será feita com água de reuso. Sistemas da geração de energia eólica e fotovoltaica ajudarão a deixar o prédio ainda mais sustentável.

O projeto, no bairro de Isola, nasceu com a ideia de fazer frente ao crescimento urbano e a “cimentação” da cidade, que muitas vezes ignoram a necessidade de áreas verdes.

Segundo seus criadores, a utilização de áreas verticais é uma forma de reinserir a natureza na área urbana sem que seja preciso expandir o território da cidade.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Aumento das mulheres nas engenharias.



 A participação feminina na área tida tradicionalmente como terreno dos homens tem aumentado nos últimos anos, mas ainda há muito o que avançar. Segundo matéria publicada no site do Senge-DF, intitulada “Além dos estereótipos” dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) de 1991 apontavam que elas representavam 17% do número de matrículas na graduação em engenharias; em 2000, passaram a 19%; e em 2008, 21%. Hoje, são quase 30% do total. A informação tem por base o Censo de 2011 do Inep, que mostra, contudo, a prevalência ainda nas áreas de ciências sociais aplicadas e humanas. Independentemente de gênero, correspondem a 43% das matrículas em cursos presenciais (33% desse total destinadas às mulheres); já as engenharias, a apenas 11%. Desse percentual, 8% das vagas vão para os homens e 2,8% para as mulheres. Quem apresenta os dados é Hildete Pereira de Melo, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) e coordenadora dos programas de educação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 Ela lembra que as mulheres eram analfabetas no começo do século XX e hoje são mais escolarizadas que os homens, ocupando 55% das cadeiras universitárias – número que salta para 68% na educação a distância. Porém, como as estatísticas mostram, suas escolhas ainda se alicerçam no “estereótipo feminino”. “As mulheres são treinadas para os cuidados, para tomar conta da vida, para reproduzi-la. No mercado de trabalho, carregam esse destino da maternidade. Os homens têm uma dificuldade enorme de absorver essa questão, daí as carreiras de engenharia e tecnologia e das ciências da computação têm prioridade mais baixa entre elas.”

 Não obstante, mudança está em curso. A grande novidade, na concepção de Melo, é que nas engenharias, entre as jovens que procuram bolsas de graduação no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, elas somam 38%. “É muito significativo.” Além dessas iniciativas que podem estimular o ingresso feminino na área, a preocupação está presente na abertura de cursos novos, como o de engenharia de inovação, a ser oferecido pelo Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), cujo mantenedor é o Seesp. “Pretendemos valorizar a inclusão da mulher em nossa graduação”, ratifica o diretor-geral da instituição, Antonio Octaviano.

Mercado de trabalho

 Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Maria Rosa Lombardi concorda que há uma evolução, sobretudo dos anos 2000 para cá, “tanto no número de matrículas e conclusões quanto no mercado de trabalho”. Mesmo assim, no exercício da profissão, a presença masculina é majoritária. Conforme divulgado no EngenhariaData – Sistema de Indicadores de Engenharia no Brasil, do Observatório de Inovação e Competitividade, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo), os postos de trabalho entre 2006 e 2010 na área elevaram-se de 81.353 para 197.410, mas a participação feminina se manteve estável no período, em 18%. No âmbito regional, Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro, diretora Regional Norte da FNE e do Senge-MA, ilustra: “O sindicato, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão, através do Grupo de Estudos e Pesquisas Trabalho e Sociedade, divulgou em abril de 2010 a elaboração do cadastro e perfil de seus associados. O levantamento revelou que as mulheres eram 11,2%, percentual que pode ser projetado para a participação da maranhense no mercado de trabalho nas carreiras da engenharia, da agronomia e da arquitetura.”

 As engenharias se mantêm lamentavelmente entre as únicas cinco carreiras em que as mulheres são minoria, de acordo com reportagem publicada em 7 de janeiro último pelo O Globo, baseada em dados do Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outra diferença é quanto aos salários e funções. “A engenharia, tempos atrás, só permitia trabalho feminino no campo de projetos, civil e elétrica. Hoje, encontramos um grande número de mulheres em todos os postos, de nível médio e superior. No que se refere a cargos de chefia, encontramos até presidentas, porém em menor quantidade que os homens. E nas empresas em que não há plano de cargos, infelizmente os salários ainda são menores”, destaca Clarice Maria de Aquino Soraggi, diretora Regional Sudeste da FNE. Presidente do Senge-CE e diretora de relações institucionais da federação, Thereza Neumann Santos de Freitas salienta: “Mesmo com toda a evolução, a realidade mostra que se faz necessário muita luta e conquista em favor da igualdade e valorização da mulher que atua na engenharia, principalmente em relação à remuneração justa.”

 A despeito disso, para Maria de Fátima Ribeiro Có, diretora de relações internas da FNE, a profissão deixou de ser tabu quanto ao gênero. “Exceto por uma cultura antiga e superada de que a engenharia é masculina, não há nenhum motivo para as mulheres não participarem da profissão tanto quanto os homens. Tanto que sua presença vem crescendo paulatinamente, mas é necessário avançar nisso”, ressalta Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação. Nesse contexto, ele considera que tanto as escolas de engenharia devem atrair as jovens estudantes quanto os gestores do setor têm que pensar em políticas que tornem a área um lugar atrativo para a mulher. “O Brasil que vai precisar cada vez mais de mão de obra qualificada de alto nível, especialmente de engenheiros, ao seu desenvolvimento não pode abrir mão de mais de 70% desses cérebros, como ocorre hoje”, conclui.

 Melo complementa que é mister “política pública de incentivo a que as meninas não escolham já na transição do ensino fundamental para o médio, como acontece atualmente, um futuro como o de sua avó, mas que possam vislumbrar a não necessidade de sacrificar uma carreira pela questão de gênero”. E assevera: “Na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, através do Programa Mulher e Ciência e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), estamos gestando um programa específico sobre isso.”

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O equilíbrio entre o desenvolvimento e o meio ambiente.



A construção civil é responsável pelo consumo de até 50% dos recursos naturais extraídos e de 40% de toda a energia produzida. Qual o desafio do engenheiro da atualidade? Como se disciplinar para empregar técnicas e materiais mais sustentáveis desde a elaboração do projeto à sua especificação e instalação? 

Para se ter uma ideia, informações da Comunidade Europeia, divulgadas pela Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica (Anab), revelam alguns dos impactos das atividades da construção civil no meio ambiente e, consequentemente, na qualidade de vida da população, entre eles, poluição urbana, emprego de produtos cada vez mais sintéticos à base de substâncias petroquímicas tóxicas; uso exorbitante dos recursos naturais, como água e derivados de petróleo; consumo maciço de energia de origem fóssil; e poluição atmosférica com consequências para o efeito estufa.

No Brasil, o cenário não é diferente. A construção civil é responsável pelo consumo de 40% dos recursos naturais, de 50% da energia elétrica, de 55% de toda a madeira produzida não certificada, por 67% da massa total de resíduos sólidos urbanos e por 50% do volume total de resíduos produzido.

Tendo em vista estes dados, fica evidente que as decisões tomadas pela cadeia da construção, envolvendo engenharia civil, elétrica, hidráulica, arquitetura e automação devem ser mais criteriosas e apresentarem uma postura de responsabilidade ética sob o ponto de vista humano e ambiental.

Conforme manifesta a Anab em um dos artigos publicados em sua página na internet, “construir de maneira sustentável impõe a todos os envolvidos, do projetista ao usuário, do administrador público ao empresário, do produtor ao varejista, um forte empenho ético e um profissionalismo adequado”.

Sobre esta temática trata a reportagem que se segue, que apurou que uma construção sustentável implica a adesão de comportamento, técnica e escolhas voltadas para as práticas sustentáveis e que devem passar por todas as fases do ambiente construído, desde o planejamento e elaboração do projeto até a sua construção, instalação e eventual demolição. Os engenheiros já estão inseridos nesta realidade e preparados para construir mais usando menos?

Construções sustentáveis

É ultrapassado dizer que sustentabilidade é uma tendência. A preocupação com processos e práticas sustentáveis é condição primordial para o desenvolvimento. E este conceito está cada vez mais presente no dia a dia de qualquer pessoa. Basta observar os novos hábitos da população, que está usando mais a bicicleta e as sacolas ecológicas. Além disso, os novos condomínios residenciais, ou mesmo comerciais, passaram a usar as características que priorizam a conservação ambiental como argumentos de venda. Muitos já utilizam aquecimento solar (inclusive, por força de Lei) e já existem, ainda que em pouca quantidade, projetos que preveem o uso de energia fotovoltaica e eólica e pontos para carregamento de veículos elétricos e híbridos.

Os novos edifícios já vêm se utilizando da tecnologia disponível e da mentalidade ecológica que aos poucos ganham todos os setores da economia para melhor utilizar a água, a energia elétrica, por meio de técnicas de tratamento da água ou de coleta da água da chuva, da instalação de aquecimento solar, do uso de geradores a gás natural, do aproveitamento da luz natural, entre outras medidas, como reciclagem do lixo e redução da emissão de gases de efeito estufa.

A construção sustentável dá seus primeiros passos no Brasil, mas, nos dias de hoje, especialistas entendem que esta é uma ferramenta que deve ser adotada por qualquer empresa que deseje continuar existindo. “Não haverá mais lugar para empresas poluentes, que degradam e exploram o meio ambiente, que não aperfeiçoam os seus fluxos de produção e que não oferecem condições de trabalho justas”, afirmou a arquiteta Daniela Corcuera em seu artigo “Produção de empreendimentos sustentáveis”.

Segundo a arquiteta, muitos construtores, engenheiros e arquitetos não entenderam que esta é uma necessidade do planeta e encaram o assunto como modismo, ficando à margem da sustentabilidade. “Muito provavelmente, construções sustentáveis não irão reverter de imediato os prejuízos causados pelo homem ao meio ambiente, mas contribuirão para não piorar o quadro. Construções sustentáveis dão aos seus usuários mais autonomia, pois não dependem tanto dos sistemas públicos de abastecimento de água e energia, não sobrecarregam estes sistemas e podem funcionar de forma autônoma, mesmo diante de uma pane na rede pública”, justifica.

Integração das engenharias

Presente em todos os setores da economia, a sustentabilidade está inserida – e não haveria de ser diferente – em todos os campos da engenharia. Com a experiência de ter trabalhado durante cinco anos com projetos sustentáveis em metodologias de Certificação LEED®, Procel e AQUA nos empreendimentos do mercado imobiliário, o gerente de energia e sistemas prediais do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), Eduardo Yamada, entende que existem, basicamente, quatro premissas básicas que devem ser consideradas no desenvolvimento de um projeto de engenharia:

(1) evitar e eliminar desperdícios;
(2) otimizar a eficiência dos sistemas;
(3) aproveitar os recursos naturais disponíveis;
(4) recuperar insumos e fontes.

A partir das premissas apresentadas ficam mais claras, para o engenheiro, quais as principais preocupações visando à sustentabilidade e à eficiência energética dos projetos. “No caso dos elétricos, analisando o primeiro princípio, “Evitar e eliminar desperdícios”, entendemos, por exemplo, porque o LEED® e o Procel impõem a aplicação de sistema de iluminação com desligamento automático em função da ocupação. Entendemos, também, porque o LEED® obriga a ter menos queda de tensão (perda de tensão ao longo da distribuição de energia) nos trechos de maior passagem de corrente (circuitos alimentadores), induzindo o projetista a criar subestações transformadoras próximas aos grandes centros de carga. E o mais interessante é que, analogamente aos exemplos dos projetos elétricos citados, podemos aplicar essa e as outras premissas nos demais projetos de sistemas prediais (ar condicionado, hidráulico, luminotécnico, elevadores, etc.)”, explica Yamada, que também é professor do curso de “Eficiência Energética nos Empreendimentos” organizado pela Poli-Integra e pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE).

Nesse sentido, os fornecedores de materiais para construção e instalação também estão atentos a colocar no mercado produtos com maior comprometimento ambiental, o que vem ajudando a baratear este tipo de edificação. Equipamentos com maior eficiência energética, produtos fabricados com materiais menos agressivos, reciclagens ou que emitem menos gases tóxicos quando queimados (como fios e cabos livres de halogênio) são exemplos de preocupações com o equilíbrio entre o desenvolvimento e a prudência com o meio ambiente.

Yamada sugere a implementação de soluções e especificações de sistemas e equipamentos com maior eficiência e rendimento possível, como lâmpadas com elevada eficiência luminosa (lm/W), luminárias eficientes com maior emissão de fluxo luminoso, motores elétricos de alto ou altíssimo rendimento (high ou premium efficiency), entre outras ações, que fazem parte da premissa “otimizar a eficiência energética”, mencionada anteriormente.

O engenheiro e mestre em eficiência energética, André Paro, coordenador da equipe de engenharia elétrica da Promon Engenharia, acrescenta que a escolha de equipamentos com selos de eficiência energética e de sistemas de controle de processo que levem em conta a economia de energia e menor pico de demanda são fundamentais nos projetos de hoje em dia.

Outra estratégia importante é usufruir dos recursos naturais disponíveis, implantando soluções que aproveitem fontes e recursos da natureza, reduzindo o consumo e a geração “artificial”, como: energia solar para aquecimento de água ou geração de energia elétrica por placas fotovoltaicas; a luz natural que ingressa nos ambientes para reduzir (dimerizar) a iluminação artificial das luminárias; a energia cinética dos ventos para geração elétrica (usinas eólicas); a geração de energia elétrica por fonte de calor solar através de turbinas a vapor (usinas solares); a energia geotérmica para gerar ou rejeitar calor; a energia mecânica de movimentação das ondas do mar para gerar elétrica, etc.

A quarta premissa, segundo o gerente do CTE, inclui soluções de sistemas que aproveitem a energia desperdiçada de outros sistemas ou equipamentos, reduzindo o consumo e a geração “artificial”, como sistema de recuperação de energia potencial e cinética da frenagem dos elevadores para a geração de energia elétrica; sistemas de cogeração com o aproveitamento de energia térmica dos geradores elétricos para geração de energia térmica de aquecimento ou resfriamento, entre outros. “Por conta disso, as soluções e as tecnologias que envolvam aproveitamento de recursos naturais serão cada vez mais demandadas e valorizadas no mercado. As demais soluções que envolvam as outras três premissas tenderão a se tornar obrigatórias, por imposição de normas e leis, num curto espaço de tempo, já sendo mandatória em vários países”, prevê.

O professor associado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, José Aquiles Grimoni, dá exemplo de outras técnicas que podem ser referenciadas como fruto dessa nova mentalidade voltada para práticas sustentáveis. Segundo ele, o uso de conceitos como "análise de ciclo de vida", que avalia um sistema ou equipamento desde seu berço até a sua desativação ou disposição final, analisando os processo e seus rejeitos e custos associados, é uma tendência a ser incorporada no cotidiano do engenheiro. “Outro conceito está associado aos chamados ‘custos completos’, que levam em conta custos técnicos, econômicos, sociais e ambientais para comparar alternativas de solução de problemas ou de projetos”, aponta.

O engenheiro Carlos Zink, responsável por atividades ligadas à sustentabilidade da Promon Engenharia, comenta sobre a importância de o profissional ter uma bagagem mínima de conhecimento para julgar como suas decisões impactam o ecossistema (ambiental e social) do produto que está sendo concebido. “Ele deve ser capaz de identificar e tratar impactos durante todo seu ciclo de vida, do berço (extração de matéria prima) ao túmulo (destinação final / reciclo) e deve ser capaz de avaliar informações sobre desempenho do componente e condicionantes sociais envolvidos, como, por exemplo, esforço durante a instalação, modos de uso e hábitos de usuários”, afirma.

André Paro complementa ao afirmar que o conceito de reduzir, reutilizar e reciclar pode também ser aplicado à engenharia elétrica, principalmente quando se tem a chance de ajudar o cliente na definição de iniciativas que ajudarão ao longo do ciclo de vida da instalação, e não somente na economia de capital na implantação.

Se o engenheiro vai se acostumar a ter pensamentos sustentáveis e aplicá-los em seus projetos é praticamente uma questão de sobrevivência no mercado que se configura nos dias de hoje. Para Eduardo Yamada, o engenheiro precisa abrir a mente para a nova realidade de mercado. “O engenheiro precisa sair da zona de conforto e do comodismo, achando que projetos de sistemas prediais devem ser feitos para atender às necessidades dos clientes e às normas técnicas somente. Ele precisa ter discernimento e bom senso técnico na escolha e na especificação dos fornecedores, entender os conceitos de sustentabilidade e aplicá-los nos projetos”, avalia.

Infelizmente, o que ainda acontece é que cada projetista desenvolve de forma individual e desintegrada sua competência, focando somente nas disciplinas envolvidas. “No caso do desenvolvimento de um projeto sustentável, essa sinergia tem que acontecer, pois é com ela que se obtém os benefícios de forma sistêmica requeridos nas metodologias”, alerta.

Segundo ele, muitos projetos não levam em consideração os estudos da arquitetura de fachada (envoltória), que têm influência direta sobre os projetos de ar condicionado, elétricos, luminotécnicos e de automação predial. “Caso a envoltória seja ineficiente, especificando, por exemplo, muita área transparente (janelas) ou volumetria mal orientada, os sistemas de ar condicionado e de iluminação deverão possuir eficiências elevadas, que, por consequência, acarretarão altos investimentos de tecnologias de automação predial, com o objetivo de compensar o consumo energético elevado originado pela grande parcela de carga térmica de insolação. Além disso, o aumento da demanda do sistema de ar condicionado resultará em aumento de custo de equipamentos, dispositivos e infraestrutura dos sistemas elétricos.

Mudança de paradigmas

A construção civil está efetivamente começando a demonstrar que está se adequando cada vez mais aos conceitos de sustentabilidade. Principalmente, os mais jovens estão começando a exigir de seus fornecedores uma postura mais correta em relação ao meio ambiente, desenvolvendo um dos maiores desafios corporativos deste milênio: o consumo consciente.

No sentido de formação, as escolas de engenharia têm trabalhado para inserir o tema na grade curricular. “As universidades têm introduzido em várias disciplinas estes conceitos aplicados a projetos de engenharia e desenvolvido análises de estudos de casos de projetos reais considerando esta abordagem”, informa o professor Aquiles, da Politécnica da USP.

A preparação do engenheiro do futuro passa pela formação multidisciplinar, buscando compreender a atuação de demais disciplinas envolvidas no projeto. Paro, da Promon, diz que a ligação dos saberes entre as carreiras da engenharia (química, mecânica, civil, materiais, produção e outras) é fundamental para que o eletricista saiba antever o que de mais eficiente poderá ser oferecido nos sistemas que dependem da eletricidade. “Sendo assim, deve buscar, mesmo que de forma extracurricular, conhecimentos mínimos, como por exemplo, o conceito do “triple bottom line” da sustentabilidade (ambiental, social e econômico)”, aconselha.

A realização de projetos integrados garante menor retrabalho e desperdício em fases de execução da obra. “Contudo, existem alguns empecilhos que dificultam sua execução como a multiplicidade de ferramentas utilizadas pelas diferentes disciplinas de engenharia, a descentralização de informação e a necessidade de maior esforço de gerenciamento de informação e coordenação técnica do projeto. Modelos eletrônicos em sistemas 3D e 4D auxiliam muito nesta tarefa”, finaliza Carlos Zink.

Estímulos às construções verdes

Diante do novo contexto global, que está exigindo das empresas e dos profissionais mais consideração pelos fatores ambientais como medida de equilíbrio para suas ações, algumas medidas foram criadas por organizações institucionais e pelo governo com o propósito de incentivar a prática sustentável em construções.

Um exemplo disso é a certificação Leed para construção sustentável, que, criada pelo U.S. Green Building Council (USGBC), chegou ao Brasil em 2007, e completa, neste ano, cinco anos de atuação no País.

O gerente técnico do Green Building Brasil, Marcos Casado, explica em um de seus artigos que, para receber a certificação, o empreendimento deve atender pré-requisitos e recomendações que avaliam o tipo de terreno, a localização, a infraestrutura local, o uso racional de água, eficiência energética, qualidade do ar interno, reciclagem e diversas outras medidas que garantam eficiência operacional ao usuário e preservação do meio ambiente, antes, durante e após a obra. “Todos estes critérios começam a impulsionar e a transformar o mercado da construção civil e têm se tornado uma importante ferramenta educacional e de comunicação com o consumidor, além de criar parâmetros de qualidade para o mercado”, escreveu.

Há menos de 50 dias do fim do ano, o Green Building Council Brasil comemora o crescimento do setor que superou a meta projetada no ano passado. “Enquanto em 2011, 17 edifícios receberam a certificação LEED, esse ano o número já é de 32. Outros 620 estão registrados no sistema e receberão o selo se comprovarem o atendimento a critérios como: eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretas entre outras ações que minimizem os impactos ao meio ambiente”, informa a instituição.

Com esse avanço, o Brasil mantém a posição de quarta nação no ranking mundial de empreendimentos LEED, atrás apenas dos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e o Emirados Árabes Unidos, com 767.

Outro exemplo é o Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica), instituído em 2003 pela Eletrobras/Procel, e que atua de forma conjunta com o Ministério de Minas e Energia, o Ministério das Cidades, as universidades, os centros de pesquisa e entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento, além do setor da construção civil.

A proposta do Procel Edifica é justamente ampliar as ações do Procel de maneira a incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente.

Um dos grandes atrativos para a obtenção das certificações é a percepção de que o meio ambiente pode ser um parceiro dos empreendedores. Isso porque, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi), os gastos com água são a segunda maior despesa dos condomínios, acompanhada de energia elétrica, a terceira maior. Nos empreendimentos que seguem o sistema de certificação, o consumo de energia é 30% menor, há também redução de até 50% no consumo de água, de até 80% nos resíduos e uma valorização de 10% a 20% no preço de revenda, além de redução média de 9% no custo de operação do empreendimento durante toda a sua vida útil.

Na opinião de Eduardo Yamada, as metodologias irão sempre valorizar, no mínimo, o bom projeto, a boa compatibilização e integração dos sistemas e a boa operação predial dos empreendimentos. Ele explica que a metodologia LEED® é um exemplo claro de visão sistêmatica da sustentabilidade na construção civil e mercado imibiliário, englobando avaliação, tanto para novos empreendimentos (edifícios corporativos, residências, áreas comerciais, bairros, hospitais,etc.) desde a fase de projetos e construção, como na preocupação do tema durante a operação, como na preocupação do tema durante a operação predial. O Procel valoriza os projetos na questão de eficiência energética. E existem, também, outras metodologias já em implementação no Brasil, como o AQUA e BREEM, que são análogos ao LEED. "De qualquer maneira, todos elas têm um objetivo e foco comum que é valorizar os melhores projetos, promovendo a eficiência e sustentabilidade durante toda a vida útil do empreendimento", conclui.

As certificações também ajudam a criar demandas de mercado, que aceleram a adoção das boas práticas de sustentabilidade. “A gestão da imagem ligada à marca das empresas é algo muito sensível à opinião popular, e isto acelera o amadurecimento da sustentabilidade, como em um mecanismo de feed-back positivo”, lembra Paro.

Uma nova possibilidade que temos agora no Brasil é a da viabilização da autogeração de energia elétrica para atender ao seu próprio consumo ou exportar para a rede elétrica por meio de sistemas de micro (até 100 kW) e minigeração (de 100 kW a 1 MW) de energia elétrica. Lembrada pelo professor Aquiles, a resolução 482/2012 estabelece as condições gerais para o acesso da geração distribuída (próxima ao local de consumo) à rede elétrica convencional. As regras são válidas para geradores que utilizarem fontes incentivadas de energia: hídrica, solar, biomassa, eólica e cogeração qualificada.

Pelo sistema, a unidade geradora instalada em uma residência, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes.

A Aneel promoveu audiência pública para discutir o texto da Resolução para deixar mais claros os seguintes pontos: definição da natureza jurídica do sistema de compensação de energia elétrica; possibilidade de uso dos créditos em outras unidades consumidoras sob a mesma titularidade da unidade onde esteja instalada a micro ou minigeração distribuída; explicação da dispensa de assinatura de contratos de conexão e uso na qualidade de geração para as unidades consumidoras que aderirem ao sistema de compensação; esclarecimento quanto à definição do termo “tarifas de energia” e alterações textuais de modo a deixar mais clara a ordem de compensação dos créditos de energia ativa. Os resultados ainda não haviam sido publicados até o fechamento desta edição.

Com isso, chega-se à conclusão que, embora o século 20 tenha trazido grandes aparatos tecnológicos, esse desenvolvimento veio acompanhado por uma conseqüência ecológica desastrosa. O nosso desafio, nesse sentido, é conciliar o desenvolvimento tecnológico com a preservação dos recursos naturais, garantindo o progresso, mas com práticas sustentáveis. Fazendo mais com menos. 

FONTE: Voltimum

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Entenda a importância do estágio para a sua carreira.




O estágio é uma experiência muito importante para o desenvolvimento da carreira de todo profissional. Ele é diferente de um emprego tradicional, pois traz para os estudantes o conhecimento, competências e experiências práticas daquilo que estudam teoricamente na faculdade. Além disso, o estágio possibilita que o aluno aprenda de maneira mais objetiva alguns fatores de sua profissão que muitas vezes são ignorados pelas instituições de ensino ou que só podem ser mais bem compreendidos quando se está no ambiente de trabalho.

Além da possibilidade de confirmar sua escolha de formação profissional, o estágio também pode servir para que você mude de profissão ou entenda melhor todas as áreas em que poderá atuar na carreira. Ele serve como uma confirmação das suas escolhas e, se bem-sucedido, pode motivar você ainda mais a alcançar seus objetivos profissionais.

O estágio também pode ser a porta de entrada para seu primeiro emprego efetivado. Muitos empregadores oferecem um plano de carreira que dá a oportunidade para que estagiários que obtiverem bons resultados entrem na empresa como empregados tradicionais.

Mesmo que o estágio não garanta um emprego fixo no futuro, você deve aproveitar essa chance para aprender com profissionais mais experientes e que estão ao seu lado para ajudar você a crescer. Essas pessoas poderão servir como seus mentores, contatos profissionais e referências para o resto da carreira. Mesmo que você não consiga um emprego nessa empresa, poderá aproveitar os novos contatos para outras oportunidades de trabalho.


Fonte: Universia

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mercado de Oportunidades.


Foi-se o tempo das vacas magras no mercado de trabalho dos engenheiros civis. Se na "década perdida" de 1980 a oferta de vagas era tão baixa que os recém-formados preferiam migrar para o setor financeiro, onde eram mais bem remunerados, hoje o aquecimento da Construção gera tanta demanda por profissionais qualificados que os alunos já são contratados antes mesmo de se formar. No entanto, mais do que engenheiros "genéricos", as empresas precisam de especialistas – em gestão, produção, orçamento, coordenação de obras, entre outros. E, com falta de "material humano" de qualidade no mercado, as empresas estão apostando cada vez mais na formação de seus próprios quadros internos.O setor está crescendo e deve continuar assim nos próximos anos. Incorporadoras e construtoras aproveitam o momento favorável para lançar mais empreendimentos. 

Com tantos projetos tocados ao mesmo tempo, a principal dor de cabeça dessas empresas é como supervisionar todas as obras simultaneamente e com qualidade. Dessa necessidade imediata deriva o primeiro dos campos de especialização mais promissores do mercado: o planejamento de obras.

O papel do engenheiro de planejamento é fundamental para determinar a velocidade e a estratégia com que as obras serão executadas. "Com o grande volume de lançamentos, cada vez mais o planejamento deverá ser elaborado como visão da empresa e não por cada gestão de obra", afirma o diretor técnico e de obras da Goldzstein Cyrela, Rogério Raabe. Para o vice-presidente do SindusCon-SP (Sindicado da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Francisco Vasconcellos Neto, os engenheiros dessa área não podem se iludir, achando que basta dominar um software de planejamento para fazer bem seu trabalho. Em sua opinião, falta no mercado um curso de especialização forte nesse segmento.

Com o aumento do número de obras é preciso, também, lidar com um grande número de projetistas. Portanto, há espaço também para engenheiros capacitados em Gerenciamento de Projetos. O diretor de engenharia da CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário), Cláudio Sayeg, cita três das principais competências necessárias a esse profissional. Primeiro, ele precisa ter um domínio técnico básico, mas amplo, das várias especialidades que compõem a edificação. Segundo, deve conhecer as tecnologias mais usadas no segmento de construção em que atuará – popular, comercial ou de alto padrão. Por fim, deve saber interpretar os diversos projetos de um empreendimento e identificar as implicações no orçamento, na execução, no cronograma etc. "Não basta ler superficialmente os desenhos, é preciso saber o que há em suas entrelinhas", explica Sayeg.

Outra implicação do mesmo problema é a crescente demanda por projetos disciplinares e de sistemas prediais – fundações, estruturas, instalações elétricas, hidráulicas, ar-condicionado, impermeabilização e assim por diante. Para os interessados em seguir por essas áreas de especialização, as perspectivas são atraentes. "Os projetistas contratados pelas construtoras acabam sendo sempre os mesmos, pois são os que têm mais experiência para atender às demandas do mercado", afirma o diretor presidente da Sinco Engenharia, Paulo Sanchez. "Há escritórios dispensando trabalhos porque não têm condições de atender a tantos pedidos."

A área de Engenharia de Produção na Construção é também apontada como promissora. "Faltam pessoas que façam projetos executivos de qualidade, que ajudem a melhorar a produtividade nos canteiros", revela Sanchez. Como exemplos, ele cita a carência por projetistas de fôrmas e de alvenaria. Rogério Raabe, da Goldzstein Cyrela, acredita que há muito também a ser explorado por engenheiros de Logística. "Esta função é muito importante para a produção devido à grande demanda por equipamentos, ferramentas e sistemas construtivos industrializados."

Para Luiz Henrique Ceotto, diretor de Construção da Tishman Speyer, a figura do engenheiro de manutenção também tende a adquirir importância dentro das construtoras. Trata-se de um profissional que supervisiona se os sistemas do edifício estão sendo projetados de forma a facilitar intervenções futuras para reparos e renovações. Atua também no pós-venda, realizando o levantamento estatístico e o diagnóstico das ocorrências de manutenção. "Ele deve ter domínio de elétrica ou hidráulica, mas precisa ser, antes de tudo, um engenheiro civil", explica.

Falta experiência

Depois de anos seguidos vendo os engenheiros civis formados migrando para outras áreas de atuação, as empresas do ramo da Construção vêm enfrentando dificuldades para encontrar profissionais qualificados para os cargos de maior responsabilidade.

Em uma trajetória normal, assumem os postos de gerência os funcionários mais experientes dos quadros internos, que já acompanharam pelo menos o ciclo completo de uma obra. Os promovidos, com auxílio financeiro da empresa, complementam seu conhecimento prático com uma formação teórica em cursos de pós-graduação de médio e longo prazo, como as especializações lato sensu e os MBAs. Porém, com o aumento repentino do volume de trabalho, as empresas não têm conseguido esperar que seus funcionários adquiram maior experiência antes de assumir tais postos. "Muitos aumentaram seu patamar salarial e de responsabilidade, mas em alguns casos não estavam preparados para isso", afirma Sanchez, da Sinco. "Pode ser que colhamos frutos não muito bons desse crescimento abrupto", alerta.

Para o professor Francisco Ferreira Cardoso, coordenador do curso de MBA em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, os engenheiros devem conter a ansiedade e não ter pressa para realizar sua pós-graduação. "Se o aluno tem uma vivência profissional maior, os conteúdos abordados são mais bem absorvidos, há uma troca de conhecimentos mais efetiva", explica. Na seleção dos alunos para o curso que coordena, Cardoso dá preferência àqueles que tenham entre cinco e sete anos de experiência de mercado. Alunos recém-formados até são admitidos, mas são exceções. "Geralmente não passam de três em uma turma de 30."

Esses cursos, portanto, não se prestam às empresas ou aos profissionais que procuram resultados mais imediatos. Para isso existem os cursos de curta duração, de até seis meses, criados pelas instituições de ensino para atender a demandas pontuais. "São cursos que oferecem conhecimentos em áreas mais específicas", explica o coordenador do Pece (Programa de Educação Continuada da Poli-USP), Jorge Luis Risco Becerra. "Eles também são procurados por ex-alunos de faculdades com currículos deficientes, que querem preencher lacunas na formação." Segundo ele, atualmente os cursos de treinamento da instituição mais procurados por engenheiros civis são os de Engenharia de Túneis e de Pavimentação.

FONTE: FEITEP