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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Engenharia é uma das principais áreas que faltam profissionais no Brasil


A FEITEP - Faculdade de Engenharias é uma instituição de ensino superior focado na área da engenharia, que tem o objetivo de formar profissionais qualificados e capacidades para suprir a necessidade de engenheiros no mercado de trabalho. 

                         

De acordo com a pesquisa feita pela consultoria ManpowerGroup, a dificuldade de se preencher vagas no Brasil vem crescendo a cada ano. Do ano passado para cá, houve um crescimento de 15% na dificuldade relatada pelos empregadores em contratar', afirma Riccardo Barberis, diretor da Manpower Group no Brasil.

Barberis ressalta que a escassez se dá tanto na quantidade de profissionais como na qualidade deles, no caso de vagas que exigem conhecimentos específicos, e atinge cargos de nível superior e técnico.

Veja as 10 áreas no topo do ranking da pesquisa 'Escassez de Talentos', da ManpowerGroup, e a opinião de especialistas sobre cada uma delas.

1º Técnicos

É no campo técnico que os empregadores mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais. E a escassez permeia todas as áreas técnicas, de automação a edificações, de eletrônica a alimentos e bebidas.
Segundo Barberis, no passado o curso técnico no Brasil era considerado um plano B, uma segunda opção. E por isso o investimento na área foi prejudicado, sendo incapaz de suprir a demanda atual. O que fazer? Já se sabe hoje que os cursos técnicos oferecem uma oportunidade profissional mais rápida e, por isso, eles vem sendo valorizados e ganhando investimentos. Os especialistas concordam que o Brasil está caminhando na direção certa nesse setor.
'Mas diante da carência estrutural do mercado brasileiro, é preciso investir mais nessas políticas', afirma Barberis, citando o exemplo da Alemanha, que investe pesado em escola técnicas e é hoje um dos países na zona do euro com menor taxa de desemprego

2º Trabalhadores de ofício manual

Entram nessa categoria trabalhadores com uma habilidade específica ou autônomos especializados em um ofício, como costureiras, passadeiras, sapateiros, eletricistas, pintores, encanadores e pedreiros.
A escassez no Brasil segue uma tendência global, já que na média mundial a falta de profissionais nessa área é a primeira do ranking. O que fazer? Como para muitas dessas profissões não são necessários cursos mais longos, de dois anos, basta um treinamento, trata-se, portanto, de um desafio menos complexo. Segundo Barberis, uma das saídas é conectar melhor jovens sem experiência, mas que querem trabalhar, por meio, por exemplo, de parcerias entre a iniciativa privada e o setor público.

3º Engenheiros

Uma pesquisa da consultoria PageGroup ilustra bem essa escassez. De mil oportunidades de emprego analisadas, 38% eram na área de engenharia. Boom na economia, a descoberta do pré-sal e megaeventos esportivos vêm alavancando o setor.
Para Marcelo De Lucca, diretor da PageGroup, faltou planejamento por parte do governo e das instituições de ensino. Ele cita ainda algumas das áreas da engenharia em que as faculdades voltaram a investir, como geologia, um setor que estava estagnado e que agora voltou a crescer.
O que fazer? De Lucca diz acreditar que as faculdades agora estão correndo para se atualizar e reverter esse cenário de falta de profissionais.
'As universidade começaram a se reposicionar em relação à demanda do mercado de trabalho', afirma. 'Mas isso leva tempo para dar resultado, já que esses jovens vão se formar apenas em quatro ou cinco anos.'

4º Motoristas

Faltam profissionais voltados para o setor de transporte de cargas, ou seja, motoristas de caminhão.
De acordo com a ManpowerGroup, isso se deve a mudanças no setor, como o fato de as transportadoras exigirem experiência e capacidade de conduzir caminhões cada vez mais modernos, com tecnologia avançada. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmam que o número de veículos de carga registrados junto ao órgão é 2,5 vezes maior que o de profissionais inscritos.
O que fazer? No caso de caminhões mais modernos, fornecer mais treinamento.

5º Operadores de produção

O problema é semelhante ao caso dos profissionais de ofício manual, mas esses funcionários têm atuação mais técnica e trabalham na indústria. De acordo com especialistas, o crescimento da demanda não acompanhou o ritmo de formação e treinamento desses trabalhadores.
O que fazer? Segundo especialistas, são necessários cursos mais conectados com a necessidade das empresas. Outra sugestão citada é facilitar o modo como se recruta funcionários, divulgando a vaga em ambientes - reais ou online - frenquentados por jovens.

6º e 7º Profissionais de finanças e Representantes de vendas

Consultores da área de recursos humanos afirmam que empregadores têm sofrido uma dificuldade crescente para encontrar profissionais que atendam ao novo perfil da profissão.
De acordo com os especialistas, quem vende hoje precisa ter um conhecimento mais aprofundado, com mais habilidades na área de finanças e sistemas de comunicação em outros países, além de capacidade de pensar em soluções e gerir equipes.
O que fazer? Como a atividade está agora muito mais sofisticada, é preciso atualizar os cursos e focar nas áreas citadas acima.
Para reter talentos, Gilberto Cavicchioli, professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, afirma que são necessários benefícios diferentes do que se oferecia no passado.

8º Profissionais de TI

A escassez diz respeito a área de tecnologia em geral, seja dentro de empresas do setor ou em companhias que nada têm a ver com tecnologia especificamente.
A demanda em TI explodiu tanto em empresas de desenvolvimento de software como em bancos e companhias de telefonia celular, por exemplo, onde se cuida de gestão dos computadores e áreas de sistemas internos. O que fazer? 'As faculdades, como as de TI, precisam de mudanças mais radicais', afirma Barberis. 'O programa Ciência sem Fronteiras é positivo porque têm uma visão mais global, olhando de forma mais ampla. Mas as iniciativas ainda são restritas.'

9. Operários

Os especialistas avaliam que faltam profissionais em diversos setores da indústria brasileira e dizem que a escassez foi gerada pelo aumento da demanda, que tem sido enorme nos últimos anos.
São inúmeras obras por todas grandes capitais e, como os prazos são escassos, não há tempo hábil para se dar oportunidade a quem não tem experiência, de acordo com a ManpowerGroup.
Há também carreiras mais atraentes, e a possibilidade de cursos técnicos acaba afetando a quantidade necessária de trabalhadores no setor. O que fazer? Novamente, a chave é sintonizar melhor as necessidades das indústrias e trabalhadores que buscam emprego.

10º Mecânico

A profissão vive um cenário que mescla a situação do setor de ofícios manuais e a de motoristas, com profissionais com uma habilidade específica, mas que precisa se atualizar.
O que fazer? Novamente, a resolução desse problema passa por mais treinamentos específicos e cursos de atualização, especialmente os ligados à novas tecnologias. Também é preciso atrair jovens sem experiência para essa área.

Fonte: FEITEP

terça-feira, 4 de junho de 2013

Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza avança em ritmo acelerado


As obras do ramal Parangaba-Mucuripe, a ser operado por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avançam com a abertura de novas frentes de trabalho. Os serviços, a cargo do consórcio CPE-VLT Fortaleza – composto pelas empresas Consbem Construções e Comércio LTDA, Construtora Passarelli LTDA e Engexata Engenharia LTDA – alcançam agora as proximidades do viaduto da BR-116, no trecho sobre a avenida Borges de Melo, nas imediações do Conjunto Residencial Maravilha, onde estão sendo erguidos os pilares do elevado por onde o VLT circulará.

A construção de um muro de arrimo ao longo da via expressa, entre as avenidas Santos Dumont e Alberto Sá, no bairro do Papicu, também continua, agora avançando após a rua Júlio Abreu. Paralelo à implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga que corre paralela.

Com investimentos da ordem de R$ 265,5 milhões, o novo modal vai operar em via dupla e fará conexão ferroviária de 12,7 km entre a Estação Parangaba e o Porto do Mucuripe, sendo 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado. O Ramal passará por 22 bairros da cidade e beneficiará cerca de 100 mil passageiros/dia.

Integração 

O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada em Parangaba, que fará integração com a Estação Parangaba - linha Sul do Metrô de Fortaleza e o terminal de ônibus do Sistema Integrado de Fortaleza, a Estação elevada do Papicu (que fará a integração com a linha Leste do Metrô e o terminal de ônibus) e outro tipo de padronização para as outras oito estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate Clube.

Estão sendo construídos também dois elevados nas avenidas Germano Frank e Aguanambi, passagens inferiores nas avenidas Padre Antônio Tomás, Santos Dumont e Alberto Sá, além de passarelas dentre outros locais sobre as avenidas Expressa e Pontes Vieira. Com aproximadamente 21% da obra concluída, o VLT deverá ser entregue à população a tempo para a Copa do Mundo de 2014.

Nessa etapa, as obras vêm sendo executadas nas seguintes frentes de serviços:

Frente 1 - Estação Parangaba: execução das bases da Estação;

Frente 2 - Elevado de Parangaba: execução das bases do elevado;

Frente 3 - Pátio de pré-moldados da obra do VLT: executando as vigas (93 toneladas cada) pré-moldadas do elevado de Parangaba;

Frente 4 - Viaduto ferroviário da Aguanambi: executando pilares e iniciando o cimbramento metálico das Travessas;

Frente 5 - Ponte sobre o riacho Tauape: iniciada a escavação para a execução dos tubulões da Ponte;

Frente 6 - Viaduto ferroviário da Pontes Vieira: executando os pilares;

Frente 7 - Execução do muro de arrimo da via expressa – estação Papicu;

Frente 8 - Viaduto ferroviário da Dom Luís: execução das escavações das bases do viaduto;

Frente 9 - Superestrutura da via de Carga: execução de 21,26% da grade ferroviária;

Frente 11 - limpeza da área da estação rodoviária - Avenida Borges de Melo.

Os trabalhos estão sendo executados inicialmente em áreas onde não são necessárias desapropriações de moradores na faixa de domínio da linha. Paralelo à implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga da Transnordestina que corre paralela à linha do VLT.

Fonte: AÇO

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Afinal, por que existem várias engenharias?


Dentre as atribuições e atividades dos engenheiros estão relacionadas competências legais para realizar empreendimentos que visem ao aproveitamento e a utilização de recursos naturais para a concretização de inúmeras atividades. E elas são muitas.

Se considerarmos os possíveis campos de atuação da engenharia, logo percebemos que eles são por demais amplos para que uma só pessoa possa dominar, com excelência, a tecnologia, o embasamento científico específico, as técnicas de cálculo e as experiências vinculadas a todas as suas múltiplas atividades. Para termos uma ideia dessa complexidade, basta lembrar que econômicas e tantas outras fazem parte do trabalho dos engenheiros ou são afetadas diretamente por suas atividades. Tudo isso influencia, de uma forma ou de outra, o funcionamento da sociedade.

Não é difícil relacionar responsabilidades que caracterizam a abrangência da ação desse profissional. É competência dos engenheiros, por exemplo, projetar, executar, administrar, verificar, fiscalizar, pesquisar... Trabalhos tais como apresentados no quadro a seguir, onde estão relacionadas algumas implicações técnicas de cada empreendimento.


EMPREENDIMENTOS DE RESPONSABILIDADE LEGAL DOS ENGENHEIROS


  • Meios de transporte e comunicação;
  • Sistemas industriais e agropecuários;
  • Edificações, serviços e equipamentos urbanos e rurais nos seus aspectos técnicos e artísticos;
  • Instalações e meio de acesso a costas, cursos e massas de água e extensões terrestre.




Alguns trabalhos típicos de responsabilidade de equipes de engenheiros:

- HIDRELÉTRICA: Barragem, geração e distribuição de energia, painéis de controle, medição e deslocamento de terras, casa de máquinas.

- CONSTRUÇÃO CIVIL: Fundações, estrutura, materiais, planta baixa, arquitetura da edificação, movimentação de terra, canteiro de obras, mão-de-obra para a execução do empreendimento.

- PLANTA QUÍMICA: Reatores, sistema de distribuição dos produtos, vasos pressurizados, leiaute da planta, tanques de armazenamento, torre de fracionamento, processos químicos.

- VEICULO DE AUTOMOTOR: Sistemas de suspensão, direção e freio, motor, chassi, aerodinâmica, painel de instrumentos, equipamentos de segurança.

- AERONAVE COMERCIAL: Sistemas de navegação  e de propulsão, trem de pouso, estrutura, aproveitamento interno, eletrônica embarcada, aerodinâmica.

- AEROPORTO: Pista de pouso, torre de controle, hangar, prédio da administração, sistemas de segurança, vias de acesso, transporte de bagagens, sistemas de armazenamento e abastecimento de combustíveis.

É praticamente impossível que uma pessoa seja capaz de dominar todos esses assuntos numa profundidade tal que permita trabalhar com desenvoltura e competência em todos eles. Por isso existem as várias modalidades de engenharia. Especializando-se num determinando campo, um individuo pode dar conta de dominar adequadamente vários conhecimentos específico relativos a cada um deles, e assim poder desempenhar a contento as suas atividades.

Isso não significa que um especialista ficará restrito a trabalhos muito limitados, desconhecendo incapaz de compreender e discutir diversos outros assuntos. Para cada uma das áreas de engenharia - floresta, química, têxtil, inteira de dedicação de inúmeros profissionais.

BAZZO, Walter Antônio; PEREIRA, Luiz T. do Vale. Introdução à engenharia: conceitos, ferramentas e comportamento. Florianópolis: Ed.da UFSC, 2008.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Aumento das mulheres nas engenharias.



 A participação feminina na área tida tradicionalmente como terreno dos homens tem aumentado nos últimos anos, mas ainda há muito o que avançar. Segundo matéria publicada no site do Senge-DF, intitulada “Além dos estereótipos” dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) de 1991 apontavam que elas representavam 17% do número de matrículas na graduação em engenharias; em 2000, passaram a 19%; e em 2008, 21%. Hoje, são quase 30% do total. A informação tem por base o Censo de 2011 do Inep, que mostra, contudo, a prevalência ainda nas áreas de ciências sociais aplicadas e humanas. Independentemente de gênero, correspondem a 43% das matrículas em cursos presenciais (33% desse total destinadas às mulheres); já as engenharias, a apenas 11%. Desse percentual, 8% das vagas vão para os homens e 2,8% para as mulheres. Quem apresenta os dados é Hildete Pereira de Melo, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) e coordenadora dos programas de educação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 Ela lembra que as mulheres eram analfabetas no começo do século XX e hoje são mais escolarizadas que os homens, ocupando 55% das cadeiras universitárias – número que salta para 68% na educação a distância. Porém, como as estatísticas mostram, suas escolhas ainda se alicerçam no “estereótipo feminino”. “As mulheres são treinadas para os cuidados, para tomar conta da vida, para reproduzi-la. No mercado de trabalho, carregam esse destino da maternidade. Os homens têm uma dificuldade enorme de absorver essa questão, daí as carreiras de engenharia e tecnologia e das ciências da computação têm prioridade mais baixa entre elas.”

 Não obstante, mudança está em curso. A grande novidade, na concepção de Melo, é que nas engenharias, entre as jovens que procuram bolsas de graduação no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, elas somam 38%. “É muito significativo.” Além dessas iniciativas que podem estimular o ingresso feminino na área, a preocupação está presente na abertura de cursos novos, como o de engenharia de inovação, a ser oferecido pelo Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), cujo mantenedor é o Seesp. “Pretendemos valorizar a inclusão da mulher em nossa graduação”, ratifica o diretor-geral da instituição, Antonio Octaviano.

Mercado de trabalho

 Pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Maria Rosa Lombardi concorda que há uma evolução, sobretudo dos anos 2000 para cá, “tanto no número de matrículas e conclusões quanto no mercado de trabalho”. Mesmo assim, no exercício da profissão, a presença masculina é majoritária. Conforme divulgado no EngenhariaData – Sistema de Indicadores de Engenharia no Brasil, do Observatório de Inovação e Competitividade, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo), os postos de trabalho entre 2006 e 2010 na área elevaram-se de 81.353 para 197.410, mas a participação feminina se manteve estável no período, em 18%. No âmbito regional, Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro, diretora Regional Norte da FNE e do Senge-MA, ilustra: “O sindicato, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão, através do Grupo de Estudos e Pesquisas Trabalho e Sociedade, divulgou em abril de 2010 a elaboração do cadastro e perfil de seus associados. O levantamento revelou que as mulheres eram 11,2%, percentual que pode ser projetado para a participação da maranhense no mercado de trabalho nas carreiras da engenharia, da agronomia e da arquitetura.”

 As engenharias se mantêm lamentavelmente entre as únicas cinco carreiras em que as mulheres são minoria, de acordo com reportagem publicada em 7 de janeiro último pelo O Globo, baseada em dados do Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outra diferença é quanto aos salários e funções. “A engenharia, tempos atrás, só permitia trabalho feminino no campo de projetos, civil e elétrica. Hoje, encontramos um grande número de mulheres em todos os postos, de nível médio e superior. No que se refere a cargos de chefia, encontramos até presidentas, porém em menor quantidade que os homens. E nas empresas em que não há plano de cargos, infelizmente os salários ainda são menores”, destaca Clarice Maria de Aquino Soraggi, diretora Regional Sudeste da FNE. Presidente do Senge-CE e diretora de relações institucionais da federação, Thereza Neumann Santos de Freitas salienta: “Mesmo com toda a evolução, a realidade mostra que se faz necessário muita luta e conquista em favor da igualdade e valorização da mulher que atua na engenharia, principalmente em relação à remuneração justa.”

 A despeito disso, para Maria de Fátima Ribeiro Có, diretora de relações internas da FNE, a profissão deixou de ser tabu quanto ao gênero. “Exceto por uma cultura antiga e superada de que a engenharia é masculina, não há nenhum motivo para as mulheres não participarem da profissão tanto quanto os homens. Tanto que sua presença vem crescendo paulatinamente, mas é necessário avançar nisso”, ressalta Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação. Nesse contexto, ele considera que tanto as escolas de engenharia devem atrair as jovens estudantes quanto os gestores do setor têm que pensar em políticas que tornem a área um lugar atrativo para a mulher. “O Brasil que vai precisar cada vez mais de mão de obra qualificada de alto nível, especialmente de engenheiros, ao seu desenvolvimento não pode abrir mão de mais de 70% desses cérebros, como ocorre hoje”, conclui.

 Melo complementa que é mister “política pública de incentivo a que as meninas não escolham já na transição do ensino fundamental para o médio, como acontece atualmente, um futuro como o de sua avó, mas que possam vislumbrar a não necessidade de sacrificar uma carreira pela questão de gênero”. E assevera: “Na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, através do Programa Mulher e Ciência e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), estamos gestando um programa específico sobre isso.”

terça-feira, 5 de março de 2013

Curso de Pós - Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho: Qual sua importância?


  A FEITEP - Faculdade de Engenharias oferece o curso de Pós- Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, mas afinal, quem são esses profissionais? O que fazem? Onde atuam?


  A Engenharia de Segurança do trabalho é o ramo da engenharia responsável por prevenir riscos à saúde e à vida do trabalhador. O engenheiro de segurança do trabalho tem a função de assegurar que o trabalhador não corra risco de acidentes em sua atividade profissional, sejam eles danos físicos, sejam danos psicológicos. Esse profissional administra e fiscaliza a segurança no meio industrial, organiza programas de prevenção de acidentes, elabora planos de prevenção de riscos ambientais, faz inspeções e emite laudos técnicos. Assessora empresas em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando instalações e os materiais e processos de fabricação utilizados pelo trabalhador. Orienta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) das companhias e dá instruções aos funcionários sobre o uso de equipamentos de proteção individual. Pode, ainda, ministrar palestras e treinamentos e implementar programas de meio ambiente e ecologia.

  Dados de 2009 do Ministério da Previdência mostram que o número de acidentes de trabalho no Brasil cresceu 86,5% entre 1999 e 2009, e o governo já declarou que a quantidade pode ser ainda maior. Para completar o cenário, a economia brasileira encontra-se em um momento de expansão, com produção industrial sólida em diversos setores. Mais companhias produzindo mais significa mais trabalhadores em atividade - o que, em princípio, pode aumentar o número de acidentes. "Qualquer tipo de empresa precisa do engenheiro de segurança no trabalho, especialmente aquelas que concentram maior risco à saúde dos funcionários", afirma o professor Luiz Felipe Silva, coordenador do curso da Unifei. Assim, companhias de áreas como siderurgia, mineração e metalurgia aquecem o mercado para esse profissional. O engenheiro encontra com facilidade emprego em empresas de médio e grande portes, que mantêm equipes para cuidar de assuntos relacionados à segurança. Como autônomo, pode prestar consultoria a empresas, elaborando laudos ergonômicos e avaliações de riscos físicos. Em todas as regiões do país existe demanda, mas o Sudeste, por reunir o maior número de grandes indústrias e companhias, concentra o maior número de vagas. 

  Salário inicia: R$ 3.270,00; fonte: Confea

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Entenda a importância do estágio para a sua carreira.




O estágio é uma experiência muito importante para o desenvolvimento da carreira de todo profissional. Ele é diferente de um emprego tradicional, pois traz para os estudantes o conhecimento, competências e experiências práticas daquilo que estudam teoricamente na faculdade. Além disso, o estágio possibilita que o aluno aprenda de maneira mais objetiva alguns fatores de sua profissão que muitas vezes são ignorados pelas instituições de ensino ou que só podem ser mais bem compreendidos quando se está no ambiente de trabalho.

Além da possibilidade de confirmar sua escolha de formação profissional, o estágio também pode servir para que você mude de profissão ou entenda melhor todas as áreas em que poderá atuar na carreira. Ele serve como uma confirmação das suas escolhas e, se bem-sucedido, pode motivar você ainda mais a alcançar seus objetivos profissionais.

O estágio também pode ser a porta de entrada para seu primeiro emprego efetivado. Muitos empregadores oferecem um plano de carreira que dá a oportunidade para que estagiários que obtiverem bons resultados entrem na empresa como empregados tradicionais.

Mesmo que o estágio não garanta um emprego fixo no futuro, você deve aproveitar essa chance para aprender com profissionais mais experientes e que estão ao seu lado para ajudar você a crescer. Essas pessoas poderão servir como seus mentores, contatos profissionais e referências para o resto da carreira. Mesmo que você não consiga um emprego nessa empresa, poderá aproveitar os novos contatos para outras oportunidades de trabalho.


Fonte: Universia

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Crescimento Salarial na Engenharia Civil.

Crescimento Salarial na Engenharia Civil: o tempo de formação e a experiência em obras realizadas contam muito na formação da remuneração do profissional. Tenho notado forte demanda na busca por Engenheiro Civil com experiência em obras residenciais.

O excesso de demanda no setor da Engenharia Civil/Construção Civil ocasiona um fenômeno que influencia diretamente nos salários dos profissionais que atuam na área. Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) afirma que “quando o salário cai na construção civil, ele cai acima da média. Quando sobe, a recuperação ocorre com fôlego ainda maior. Por isso, em momentos de grande otimismo como agora, é natural esse movimento de ascensão.”  Segundo levantamento da empresa Hay Group, a remuneração fixa de um mestre de obras pode chegar a 11,7 mil reais por mês. Em 2012  constatou-se uma queda do setor na economia.

Nem tudo é um “mar de rosas”, pois tenho verificado que muitos profissionais criticam as ofertas de emprego oferecidas pela maioria das empresas no Mercado de Trabalho. A Amplitude de Carreira, que é a diferença entre o menor e maior salário, demonstra claramente esta afirmação:











Não podemos esquecer que o tempo de formação e a experiência em obras realizadas contam muito na formação da remuneração do profissional. Tenho notado forte demanda na busca por Engenheiro Civil com experiência em obras residenciais, justificada principalmente pelas ações governamentais que visam entregar casas populares à população de baixa renda, bem como pelos desafios de infraestrutura que vieram junto à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada, no Rio de Janeiro, em 2016. O Engenheiro Civil, pela complexidade e responsabilidade do seu trabalho tem direito ao Salário Mínimo Profissional garantido em Lei, que é baseado nas seguintes condições:

• Carga horária de 6 horas diárias: 6 salários mínimos = 6 X R$ 678,00(janeiro 2013) = R$ 4.068,00 por mês
• Carga horária de 8 horas diárias: 8,5 salários mínimos= 8,5 X R$ 678,00(janeiro 2013) = R$ 5.763,00 por mês


Algumas empresas contratam Engenheiros e infelizmente não respeitam a legislação oferecendo, principalmente para aqueles recém formados ou com pouca ou nenhuma experiência, remuneração inferior ao estabelecido em Lei.  Na realidade a remuneração pode variar, dependendo de alguns fatores tais como: anos de formação, área profissional em que atua, setor de atividade ( público ou privado), local de trabalho (escritório ou campo), porte da empresa (grande, média ou pequena), se tem vínculo CLT ou PJ, Estado da federação.


Fonte: exame-com

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mercado de Oportunidades.


Foi-se o tempo das vacas magras no mercado de trabalho dos engenheiros civis. Se na "década perdida" de 1980 a oferta de vagas era tão baixa que os recém-formados preferiam migrar para o setor financeiro, onde eram mais bem remunerados, hoje o aquecimento da Construção gera tanta demanda por profissionais qualificados que os alunos já são contratados antes mesmo de se formar. No entanto, mais do que engenheiros "genéricos", as empresas precisam de especialistas – em gestão, produção, orçamento, coordenação de obras, entre outros. E, com falta de "material humano" de qualidade no mercado, as empresas estão apostando cada vez mais na formação de seus próprios quadros internos.O setor está crescendo e deve continuar assim nos próximos anos. Incorporadoras e construtoras aproveitam o momento favorável para lançar mais empreendimentos. 

Com tantos projetos tocados ao mesmo tempo, a principal dor de cabeça dessas empresas é como supervisionar todas as obras simultaneamente e com qualidade. Dessa necessidade imediata deriva o primeiro dos campos de especialização mais promissores do mercado: o planejamento de obras.

O papel do engenheiro de planejamento é fundamental para determinar a velocidade e a estratégia com que as obras serão executadas. "Com o grande volume de lançamentos, cada vez mais o planejamento deverá ser elaborado como visão da empresa e não por cada gestão de obra", afirma o diretor técnico e de obras da Goldzstein Cyrela, Rogério Raabe. Para o vice-presidente do SindusCon-SP (Sindicado da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Francisco Vasconcellos Neto, os engenheiros dessa área não podem se iludir, achando que basta dominar um software de planejamento para fazer bem seu trabalho. Em sua opinião, falta no mercado um curso de especialização forte nesse segmento.

Com o aumento do número de obras é preciso, também, lidar com um grande número de projetistas. Portanto, há espaço também para engenheiros capacitados em Gerenciamento de Projetos. O diretor de engenharia da CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário), Cláudio Sayeg, cita três das principais competências necessárias a esse profissional. Primeiro, ele precisa ter um domínio técnico básico, mas amplo, das várias especialidades que compõem a edificação. Segundo, deve conhecer as tecnologias mais usadas no segmento de construção em que atuará – popular, comercial ou de alto padrão. Por fim, deve saber interpretar os diversos projetos de um empreendimento e identificar as implicações no orçamento, na execução, no cronograma etc. "Não basta ler superficialmente os desenhos, é preciso saber o que há em suas entrelinhas", explica Sayeg.

Outra implicação do mesmo problema é a crescente demanda por projetos disciplinares e de sistemas prediais – fundações, estruturas, instalações elétricas, hidráulicas, ar-condicionado, impermeabilização e assim por diante. Para os interessados em seguir por essas áreas de especialização, as perspectivas são atraentes. "Os projetistas contratados pelas construtoras acabam sendo sempre os mesmos, pois são os que têm mais experiência para atender às demandas do mercado", afirma o diretor presidente da Sinco Engenharia, Paulo Sanchez. "Há escritórios dispensando trabalhos porque não têm condições de atender a tantos pedidos."

A área de Engenharia de Produção na Construção é também apontada como promissora. "Faltam pessoas que façam projetos executivos de qualidade, que ajudem a melhorar a produtividade nos canteiros", revela Sanchez. Como exemplos, ele cita a carência por projetistas de fôrmas e de alvenaria. Rogério Raabe, da Goldzstein Cyrela, acredita que há muito também a ser explorado por engenheiros de Logística. "Esta função é muito importante para a produção devido à grande demanda por equipamentos, ferramentas e sistemas construtivos industrializados."

Para Luiz Henrique Ceotto, diretor de Construção da Tishman Speyer, a figura do engenheiro de manutenção também tende a adquirir importância dentro das construtoras. Trata-se de um profissional que supervisiona se os sistemas do edifício estão sendo projetados de forma a facilitar intervenções futuras para reparos e renovações. Atua também no pós-venda, realizando o levantamento estatístico e o diagnóstico das ocorrências de manutenção. "Ele deve ter domínio de elétrica ou hidráulica, mas precisa ser, antes de tudo, um engenheiro civil", explica.

Falta experiência

Depois de anos seguidos vendo os engenheiros civis formados migrando para outras áreas de atuação, as empresas do ramo da Construção vêm enfrentando dificuldades para encontrar profissionais qualificados para os cargos de maior responsabilidade.

Em uma trajetória normal, assumem os postos de gerência os funcionários mais experientes dos quadros internos, que já acompanharam pelo menos o ciclo completo de uma obra. Os promovidos, com auxílio financeiro da empresa, complementam seu conhecimento prático com uma formação teórica em cursos de pós-graduação de médio e longo prazo, como as especializações lato sensu e os MBAs. Porém, com o aumento repentino do volume de trabalho, as empresas não têm conseguido esperar que seus funcionários adquiram maior experiência antes de assumir tais postos. "Muitos aumentaram seu patamar salarial e de responsabilidade, mas em alguns casos não estavam preparados para isso", afirma Sanchez, da Sinco. "Pode ser que colhamos frutos não muito bons desse crescimento abrupto", alerta.

Para o professor Francisco Ferreira Cardoso, coordenador do curso de MBA em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, os engenheiros devem conter a ansiedade e não ter pressa para realizar sua pós-graduação. "Se o aluno tem uma vivência profissional maior, os conteúdos abordados são mais bem absorvidos, há uma troca de conhecimentos mais efetiva", explica. Na seleção dos alunos para o curso que coordena, Cardoso dá preferência àqueles que tenham entre cinco e sete anos de experiência de mercado. Alunos recém-formados até são admitidos, mas são exceções. "Geralmente não passam de três em uma turma de 30."

Esses cursos, portanto, não se prestam às empresas ou aos profissionais que procuram resultados mais imediatos. Para isso existem os cursos de curta duração, de até seis meses, criados pelas instituições de ensino para atender a demandas pontuais. "São cursos que oferecem conhecimentos em áreas mais específicas", explica o coordenador do Pece (Programa de Educação Continuada da Poli-USP), Jorge Luis Risco Becerra. "Eles também são procurados por ex-alunos de faculdades com currículos deficientes, que querem preencher lacunas na formação." Segundo ele, atualmente os cursos de treinamento da instituição mais procurados por engenheiros civis são os de Engenharia de Túneis e de Pavimentação.

FONTE: FEITEP


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quem serão os profissionais mais disputados de 2013


Com a proximidade do final do ano, é comum despontar na mídia previsões sobre o que vai acontecer nos próximos doze meses. No mercado de trabalho não é diferente. Já se fala, por exemplo, que com a possível retomada de crescimento da economia brasileira a geração de empregos formais voltará a aquecer em 2013. Outra boa notícia - esta suportada por pesquisas e estudos que vêm sendo desenvolvidos sobre o futuro do mercado de trabalho - é que, ao longo da próxima década, também deve aumentar a demanda no país por profissionais com visão de negócios voltada para temas como inovação, qualidade de vida e sustentabilidade. Além disso, oportunidades para carreiras profissionais que inclusive ainda nem existem também devem ser criadas.
Para quem ainda está decidindo qual profissão seguir, uma boa referência é a pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020”, que aponta nove profissões do futuro, conforme os maiores índices de perspectivas profissionais. Realizado pela FGV-RJ a pedido da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estudo mostra que a procura maior será por profissionais nos ramos de engenharia, compras, comercial, gestão de qualidade e tecnologia da informação (clique aqui para acessar os resultados da pesquisa).
Entre os profissionais que serão mais disputados pelo mercado de trabalho já em 2003 estão, na opinião de Leonardo de Souza, diretor da Michael Page, engenheiros civis, mecânicos e eletricistas. Ele inclui ainda nessa lista os profissionais de projetos, os que trabalham na área de Pesquisa & Desenvolvimento e aqueles com experiência na arquitetura de sistemas de e-commerce/internet. “Além das competências técnicas para cada uma dessas profissões, é cada vez mais importante que os profissionais tenham competências de liderança para a condução de equipes, visão de negócio, mobilidade para mudanças e habilidade em outros idiomas”, afirma Souza.
Mas antes de sair apostando todas suas fichas nas profissões tidas como as mais promissoras, vale seguir algumas recomendações. Andrea Huggard Caine, diretora de Certificação Profissional da ABRH-Nacional, ressalta, por exemplo, a importância de as pessoas trabalharem com algo que realmente gostem. “Isso é fundamental porque dá brilho nos olhos, aumentando a probabilidade de o profissional dar certo e, consequentemente, ser bem remunerado.” Ainda sobre a remuneração, ela observa que o salário não é a única moeda a ser considerada para a escolha entre uma ou outra profissão. “Ambiente de trabalho, aprendizado contínuo, crescimento acelerado, exposição à liderança, possibilidade de participar de projetos interessantes e trabalhar com inovação, bons benefícios e certa estabilidade também são moedas a colocar na balança.”
Sobre as competências necessárias para ser um desses profissionais do futuro, Andrea destaca que é preciso ser articulado e saber fazer conta. “Pode parecer óbvio, mas nem sempre são coisas tão fáceis, porque a forma de se expressar no trabalho é diferente do que muitas vezes fazemos na universidade.” Fora os cálculos específicos de cada área, ela sugere que os profissionais também saibam o básico de estatística e finanças. “Quem não entende estatística não consegue analisar pesquisas, métricas e informações com qualidade. E quem não entende o básico de finanças não consegue entender os fundamentos de qualquer empresa.”
Independentemente da profissão, para aumentar as chances de ser bem-sucedido, também é preciso se manter sempre bem informado e atualizado. Para isso, Andrea indica a leitura de revistas de atualidades e a conversa com pessoas que já estejam trabalhando há algum tempo em posições mais representativas. “Observe a linguagem e a forma que os outros estruturam pensamentos. E aprenda a aprender. Isso vai lhe dar autoconfiança”, finaliza.